Olho de Lince É assim que alguma publicidade, na comunicação social, costuma classificar os bafejados pela sorte do euromilhões, aliando à ideia do “ter de surpresa” o exótico na aplicação dos meios alcançados, para estimular ao concurso, com esse sonho de realizar ilusões malabaristas.
Excêntrica será, então, em relação a essas perspectivas, aquela senhora a quem a sorte sorriu. A sorte, porque uma avultada quantia premiou o seu boletim! E sorte que sorriu e fez sorrir, porque lhe deu possibilidades de manifestar a riqueza do seu coração.
Disse-me feliz: “Quando fui ao Banco, já levava as contas feitas. Até o senhor do Banco se riu”. Na verdade, ali mesmo me confidenciou as suas prioridades: partilhar com a família, melhorar a habitação, procurar resolver o melhor possível um problema de saúde de um elemento da família; e lembrar-se de instituições sem fins lucrativos, que trabalham para o bem comum.
Esta é, na verdade, excêntrica, em relação ao círculo do consumismo e da extravagância. Não terá direito a nome nos jornais ou a rosto nas televisões. Mas vai ficar no coração de muitos, a irradiar bom senso e generosidade. Parabéns, “excêntrica”!
