Jovens e adultos desdobram-se em iniciativas de voluntariado construtivo a favor de países pobres e por si incapazes de encontrar solução para os seus muitos problemas. É natural que os países de expressão e língua portuguesa sejam os mais propícios a interessar este voluntariado. O caso da Guiné é expressivo, porque também este país é complexo na sua estrutura humana e pobre de pessoas e meios.
Para além dos gestos mais visíveis que a comunicação social noticia, sou testemunha de outros bem mais simples, que se tornaram contagiantes. Grupos que na sua reunião mensal deitam em bolsa confidencial o seu contributo para a Guiné. Outros que se deixaram contagiar por alguém que vive esta paixão, e agora as pessoas passaram a sentir-se incomodadas com roupa a mais nos seus armários e com as despesas supérfluas. Uma hospedeira de bordo, acordada para estas necessidades, pede uma viagem mensal para sítio menos agradável, para poder levar coisas necessárias a instituições pobres, que só são ricas na disponibilidade de servir e repartir por muitos.
Porque havemos de esperar para poder fazer coisas grandes, se podemos, desde já, tornar grandes todas as coisas pequenas que estão ao nosso alcance?
