Em Cedrim, D. António Francisco concluiu as visitas deste ano pastoral. Na quinta-feira, Dia do Corpo de Deus, preside à Eucaristia e procissão arciprestal, em Sever do Vouga, às 10h30
“Faz-me bem vir ao encontro das comunidades”, proclamou o Bispo de Aveiro, ao concluir a visita a Cedrim, a 17.ª e última paróquia que visitou neste ano pastoral de 2008/09 (oito paróquias de Albergaria e nove de Sever do Vouga).
D. António Francisco invocou a primeira viagem missionária de São Paulo para sublinhar a missão do bispo: “Demorar-se com os discípulos, construir em comunhão com todos, abrir as portas da fé” aos que estão afastados, “consolidar a fé” dos que já são cristãos. E afirmou que procurou ser presença e fazer ressonância de um “entusiasmo novo” e de uma “alegria sempre renovada” pela nova evangelização. No caso concreto de Cedrim, disse ter encontrado uma comunidade aberta à formação da fé, ansiosa por ouvir a Palavra de Deus, disponível para a renovação cristã.
Desta paróquia, o Bispo de Aveiro olhou para todo o arciprestado de Sever como “unidade pastoral”, onde a “comunhão é possível” e a “unidade é necessária”.
No início da celebração da Eucaristia, D. António Francisco agradeceu ao P.e Augusto Fernandes, pároco há quatro anos, a “delicadeza da amizade, “o testemunho de dedicação” e o “exemplo de vida sacerdotal”, lembrou os padres António Fonseca e Celso Tavares. O primeiro, recentemente falecido, fora pároco de Cedrim e nesta terra vivera os últimos anos, depois de passar por outras terras. O segundo, natural de Cedrim, fora reitor do Seminário de Viseu. Com ele o Bispo de Aveiro, enquanto padre da diocese de Lamego, diversas vezes contactara por causa da formação dos candidatos ao sacerdócio. Referiu D. António Francisco que sempre o P.e Celso Tavares lhe falara com orgulho de Cedrim. “Eu estava longe de imaginar que um dia viria à sua terra como enviado do Espírito”, rematou.
Fazendo um balanço da visita às suas duas paróquias (Cedrim e Talhadas), o P.e Augusto Fernandes disse ao Correio do Vouga que o contacto com todos os sectores da vida paroquial, das crianças aos idosos, dos doentes às comissões foi muito positivo. “O Sr. Bispo tem um grande poder de captação. As pessoas, mesmo que ao princípio estejam apreensivas, abrem-se depois com grande à vontade”, afirmou. No futuro, o pároco sente como necessário um trabalho mais próximo com as mordomias e as comissões de festas, nestas duas paróquias “muitos dispersas” e onde a comunicação ainda não é fácil.
Deixar-se modelar por Deus
Em Domingo da Santíssima Trindade, invocando Deus-Pai Criador, Deus-Filho Redentor e Deus-Espírito Santificador, D. António Francisco realçou a proximidade de Deus, que “não é uma ideia peregrina” nem é um “ente distante” como o deus dos filósofos, mas “próximo, criador, santificador”, “Família, modelo de amor”. Neste sentido, “a Igreja é ícone, imagem da Trindade”, por natureza, e tem de “sonhar a beleza” de Deus. Deve ser “casa e escola de comunhão”, por missão.
Aos fiéis, D. António Francisco apelou a que se deixem modelar por Deus como o agricultor cultiva a terra, o escultor burila a pedra ou o marceneiro trabalha a madeira. “Se deixarmos que o nosso coração seja modelado por Deus, tornamo-nos aos seus olhos filhos bem amados”, afirmou.
Jorge Pires Ferreira
