Colaboração dos Leitores É cada vez mais frequente ouvirmos expressões como estas a quem chega de férias: “…agora precisava de uns dias para descansar das férias!…”
O tempo de férias, já há muito que deixou de cumprir a sua principal missão: tempo de refazer forças, de descanso, de encontro com a natureza, com os outros e consigo próprio.
Vive-se o ano inteiro a “sonhar” com as férias: para onde ir, que país exótico visitar… (isto, os que têm possibilidade de o fazer, mesmo que seja com a ajuda de um empréstimo…)
Acaba-se por viver estes dias numa correria e azáfama constantes. Não é, pois, de admirar que se chegue ao fim cansado.
E porque não aproveitar uns dias de férias para dialogar com Deus de uma forma mais profunda?
Os cristãos são chamados a impregnar todas as realidades terrenas do espírito de Cristo, e, através da sua acção e do testemunho, marcarem a diferença. Uma diferença que dignifique e promova o ser humano.
O Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes (nº 61), valoriza «o descanso para saúde e repouso do corpo e do espírito, quer através das actividades e dos estudos livres, quer através do exercício físico e das manifestações desportivas, que proporcionam uma ajuda para conservar o equilíbrio psíquico».
Normalmente acabamos por supervalorizar o repouso do corpo e esquecemo-nos do espírito.
A melhor forma de repousar o espírito é deixar Deus entrar na nossa vida, torná-Lo presente. Falar-Lhe de tudo o que nos ocupa no dia-a-dia. Deixar que Ele tenha uma palavra a dizer sobre tudo o que nos acontece, por mais insignificante que possa parecer.
Quem sai a ganhar somos nós, porque aprender a ler a vida com os olhos de Deus torna tudo muito mais fácil e concede-nos aquilo que muitas vezes procuramos em locais errados.
Nada melhor que uns dias de férias para nos exercitarmos neste “repouso do espírito”.
Há muitas formas de o fazer (e sem gastar dinheiro!). Basta pôr a imaginação a funcionar!
O importante é que também no tempo de férias “continuemos a ser cristãos” e dediquemos alguns dias ao cultivo do espírito…; dos 365 que recebemos gratuitamente, não é muito.
Helena Costa
