“Ferramentas imprescindíveis na área da solidariedade”

Aveiro Digital… Mais próximo de si! – Área de Intervenção 6 – Solidariedade Social – Projecto ISSI, Inclusão Social na Sociedade da Informação José Alves, presidente da Cáritas Diocesana, apresenta o Projecto ISSI – Inclusão Social na Sociedade da Informação. Participam neste projecto, além da Cáritas, as instituições Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima, Associação de Solidariedade Social de Alquerubim, Santa Casa da Misericórdia de Águeda, Lar do Divino Salvador (Ílhavo), Obra do Frei Gil, Associação Humanitária Mão Amiga, e Associação de Defesa e Apoio à Vida, abrangendo os concelhos de Aveiro, Albergaria-a-Velha, Águeda, Ílhavo, Mira e Oliveira do Bairro.

Em que consiste este projecto?

É um projecto que visa a inserção de pessoas desfavorecidas, info-excluídas, na áreas das novas tecnologias, da informática e da comunicação pela Internet.

O objectivo principal é então proporcionar esses serviços aos mais desfavorecidos?

Exactamente, a pessoas info-excluídas, a pessoas idosas e crianças que não terão essas possibilidades nos seus meios particulares. Trata-se de diminuir a info-exclusão através de instalação de equipamentos nas instituições, realização de acções de sensibilização e formação que complementem a intervenção social das instituições e criação de competências básicas em tecnologias da Informação e comunicação (TIC) dos técnicos e da população-alvo.

Em que fase está o projecto?

Estamos na fase final da instalação. Alguns centros já têm equipamento e os restantes, ainda esta ou na próxima semana, ficarão com os equipamentos instalados. Entretanto também temos o sítio na Internet deste projecto. Está em fase de elaboração mas já pode ser consultado em www.edulearn.pt/issi.

Estamos a falar de quantos centros de acesso?

Abrangemos oito instituições, com nove centros, sendo que duas instituições têm dois centros e uma não tem nenhum: a ADAV, cuja vocação está centrada na sensibilização e dinamização.

Quando estes centros estiverem em funcionamento, estarão de portas abertas diariamente?

Sim, dentro de horários a estabelecer.

Sentiram que essa era uma necessidade da comunidade?

Sim. Daí a adesão que teve por parte das entidades envolvidas, cada qual ao seu nível, no seu meio, quer das crianças, quer das pessoas idosas, e em situação de exclusão social.

São as pessoas que pedem?

Também, mas passa mais pelos responsáveis das áreas. As pessoas em si, nem tanto. Em situação de exclusão social, nem se apercebem da realidade que as rodeia. Ouvem falar, mas… As entidades que as apoiam é que têm mais sensibilidade para aquilo que lhes será útil e que lhes será possível proporcionar.

Temos várias centros espalhados pela região de Aveiro. Como foi feita a selecção para a formação deste consórcio?

Houve a iniciativa do projecto, foram contactadas diversas instituições que trabalham diariamente com situações de exclusão, de crianças, idosos, mulheres em situações desprotegidas, pessoas em situações de exclusão. Foram contactadas diversas instituições da região. Umas disseram sim. Outras responderam afirmativamente, mas depois tiveram de abandonar, por falta de meios, e chegamos à fase do arranque com estas instituições.

Passou a fase de instalação…

Sim, estamos a entrar na de utilização pelos utentes.

Que mais valias espera que este serviço dê à comunidade?

Em primeiro lugar, que as pessoas reconheçam o dom que é a comunicação nos dias de hoje, principalmente nesta área da informática e da Internet. Depois, o nosso grande objectivo é que isto não pare. Que cada centro continue para além do projecto, que continue a dar esse apoio aos utentes que neste momento vão ter acesso a ele.

Esse é o grande desafio.

Sim, dar continuidade.

A manutenção destes serviços é assegurada pelas entidades do consórcio.

Exactamente. A Cáritas Diocesana tem a seu cargo a gestão, mas a implementação e execução dependem de todas as instituições envolvidas.

A Cáritas Diocesana sente necessidade de mais investimentos nesta área?

Sentimos e estamos para aí virados. Em paralelo, somos participantes no Balcão Único de Solidariedade Social, que embora com características diferentes, também proporciona uma melhoria dos serviços sociais.

Na área da solidariedade, estas ferramentas são imprescindíveis, como meio de trabalho para as entidades, como meio de os utentes – aqueles que se encontram mais vulneráveis socialmente – terem acesso a um pleno exercício da cidadania e como forma de a sociedade em geral ficar a saber o que somos e fazemos para que possa participar e colaborar.

A Cáritas Diocesana voltaria a candidatar-se?

Sim, é oportuno; e, a partir deste projecto os utentes poderão colher frutos.