Fidelidade à vocação

Revisitar… O Magistério O Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes ocorre na próxima sexta-feira, dia do Sagrado Coração de Jesus. A esse propósito, a mensagem do Cardeal Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação do Clero, desenvolve-se, de princípio a fim, no estímulo aos sacerdotes para uma redobrada vida de santidade, apoiada na oração, na proximidade da Eucaristia (seja a celebração, seja a adoração), na entrega filial a Maria, o que nos conferirá a força da radicalidade na entrega ao Povo que nos está confiado, o qual é o caminho imprescindível para a nossa santidade.

Oração – “«Chegou o momento de reafirmar a importância da oração face ao activismo e ao secularismo» dominante. Não nos cansemos de aspirar à Sua Misericórdia, de O deixar ver e curar as chagas dolorosas do nosso pecado, para ficarmos abismados diante do milagre, sempre novo, da nossa humanidade redimida”.

Celebração da Eucaristia – “Sejamos fiéis, irmãos caríssimos, à celebração quotidiana da Eucaristia, não só para cumprir uma tarefa pastoral ou uma exigência da comunidade que nos está confiada, mas pela necessidade pessoal absoluta que dela sentimos, como de respirara, como da luz para a nossa vida, como a única razão adequada para uma existência presbiteral completa”.

Adoração eucarística – “Não podemos viver, não podemos olhar para a verdade de nós próprios, sem deixarmos que Cristo olhe para nós e nos gere na Adoração Eucarística quotidiana”. O saudoso Papa João Paulo II já nos sussurrava que esse era o tempo por excelência da confidência.

Relação com Maria – “Por fim, fundamento imprescindível de toda a vida sacerdotal, permanece a Santa Mãe de Deus. A relação com ela não pode limitar-se a uma prática devocional piedosa, mas deve ser alimentada pela entrega contínua, nos braços da sempre Virgem, de toda a nossa vida, do nosso ministério na sua totalidade. Maria Santíssima reconduz-nos também a nós, como a João, aos pés da Cruz do Seu Filho e nosso Senhor, para contemplar, com Ela, o Amor infinito de Deus: «Ele, a nossa Vida, desceu até nós. Suportou a nossa morte e matou-a pela abundância da Sua Vida» – Santo Agostinho”.

É ainda o apelo a que nós, sacerdotes, nos confiemos a uma mediação visível de maternidade espiritual: “Trata-se da entrega concreta do nosso ministério a um rosto determinado, a uma alma consagrada, que seja chamada por Cristo e, portanto, escolha oferecer-se a si mesma, os sofrimentos necessários e as fadigas inevitáveis da vida, para interceder a favor da nossa existência sacerdotal, vivendo deste modo na doce presença de Cristo”.

Querubim Silva