Formação cristã adequada!

Revisitar o Sínodo Diocesano A Conferência Episcopal Portuguesa há cerca de vinte anos que propõe às nossas Comunidades cristãs, aos responsáveis maiores pela evangelização, uma cuidada, sistemática e insistente “formação cristã de base de adultos”. As iniciativas têm-se multiplicado, mas são manifestamente dispersas, insuficientes e, muitas vezes, inconsistentes.

Visitando, a este propósito, o II Sínodo de Aveiro, aí se encontram, antes de mais, razões bastantes para privilegiarmos, de uma vez por todas, esta faixa etária de cristãos.

“O Sínodo reconhece que é prioritária a catequese de adultos e que dela depende, em grande parte, o resultado do esforço de evangelização de crianças, adolescentes e jovens; que muitos baptizados se afastaram do dinamismo da fé, caindo na indiferença ou no tradicionalismo sem significado; que é pobre o testemunho e a coerência da fé no dia a dia da vida; que a complexidade da vida dos nossos dias exige cada vez mais aos cristãos que dêem razões da sua fé e da sua esperança; que determinadas situações de vida condicionam o encontro com a Boa Nova de Jesus Cristo”.

Tanto bastaria para percebermos como é fundamental mudar os serviços de pastoral profética das nossas paróquias. Não temos coragem, não temos jeito, não temos meios?… Ou simplesmente adormecemos na rotina paralisante?

É verdade que hoje toda a gente está ocupada com mil e uma actividades: muita gente corre a privilegiar a valorização profis-sional; o culto do corpo – misturado com as imposições do cuidado pela saúde – consome horas infindas de denodados esforços; a diversão já não é só de alguns momentos de distracção, mas tornou-se, para muitos, uma verdadeira cultura…

Não é fácil mobilizar as pessoas para lançarem – ou consolidarem – os alicerces da sua formação cristã. Mas falta-nos segura-mente novo impulso, linguagem provocante, faltam-nos métodos inovadores – os ingre-dientes de uma “nova evangelização”, capaz de conferir verdade de realismo à certeza de que a Boa Nova é para todos os tempos, para todas as idades, para todos os grupos sociais.

A proposta do Sínodo de “estimular a redescoberta dos valores evangélicos e da prática cristã, bem como o seu dinamismo na vida familiar e social” é um desafio premente a que desenvolvamos “em todos os cristãos o gosto pela formação permanente”, dando “especial atenção à evangelização e catequese de adultos”.

Nunca é tarde para recentrar o nosso vigor apostólico, em vista da missão que é sempre a mesma: levar as pessoas ao encontro com Jesus Cristo.

Querubim Silva