Fotografar… ou não?

Reaprender… para viver melhor Não está proibido o fotografar acontecimentos realizados nos templos. Mas está regulamentado o uso desses registos. Pela simples razão de que tais eventos são, habitualmente, celebrações, que reclamam um atitude interior específica, com o recato, silêncio e serenidade adequados.

É por esse motivo que a Diocese de Aveiro tem indicações a respeito da fotografia ou do registo em vídeo dessas ocasiões. Primeiro, para anotar os momentos verdadeiramente expressivos dos factos: o Baptismo é diferente da Confirmação, como a Primeira Comunhão é diferente do Matrimónio. Depois, para evitar que a movimentação desusada dos agentes perturbe o clima celebrativo.

As próprias comunidades cristãs têm perdido bastante o sentido do espaço sagrado onde se vivem estes momentos de fé. Sobretudo acontece que a carga social de muitos desses momentos traz ao templo gente com pouca ou nenhuma sensibilidade e formação cristãs. E, em tempos de confusão sobre liberdade e democracia, julgam-se, então, no direito de deambular, em qualquer momento e sem qualquer regra, disparando flashes a torto e a direito. E ficam muito zangados quando são chamados à atenção.

As celebrações são públicas. Mas têm agentes responsabilizados. É de muito pouca elegância invadir o espaço sagrado sem consultar quem dele tem a responsabilidade de gestão. E muito mais atrever-se a perturbar toda uma assembleia, que está, em princípio, a viver momentos de elevação espiritual.

Senhores Padres, em vez de “figura simpática” de quem deixa correr, tomemos a peito a nossa missão de educar, ainda quando isso nos traga alguns dissabores.

Q.S.