O país precisa de que o governo escolha o caminho mais difícil.
Bruno Proença
Diário Económico, 08-11-07
Cada vez mais a atenção dos media e do público em geral se centra nas questões do quotidiano e, dentre elas, as mais apetecidas são as que envolvem a exposição pública da dor e do sofrimento. (…) Quem expõe publicamente a dor encontra nessa exteriorização uma forma de exorcismo ou de conforto.
António Vitorino
Diário de Notícias, 09-11-07
Durante trinta anos, diabolizaram-se os valores da autoridade, do rigor, da exigência e da disciplina. O esforço e o mérito, factores que diferenciavam os melhores dos piores, foram tidos como uma ameaça à pureza dos dogmas da bondade natural e da igualdade. (…) A educação não é um problema governamental. É, certamente, um problema nacional com culpas partilhadas. E de difícil solução.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 08-11-07
A ideia simpática, atraente, irresistível de que é possível construir uma sociedade sem Estado revelou-se sempre irrealista e, por isso mesmo, trágica.
José Manuel Fernandes
Público, 07-11-07
Esta guerra civil que continua a viver-se nas estradas portuguesas e, em particular, nas ruas e avenidas de algumas cidades, é das coisas mais intoleráveis que existem na vida pública nacional.
Eduardo Dâmaso
Correio da Manhã, 06-11-07
O Estado neutral, secular – que garante e defende a liberdade religiosa e o pluralismo – surgiu, apesar de tudo, no espaço cultural e histórico a que não foi alheia a herança judaico-cristã. Por si se vê que, no referente à compreensão e à praxis da liberdade religiosa, as religiões não são todas iguais.
Bento Domingues
Público, 11-11-07
Num tempo muito breve e num espaço muito circunscrito, Jesus tocou o universal. Globalizou, no seu corpo, a compaixão.
Idem
A nossa história política, pelas teias que ela própria teceu e pela falta de decoro dos seus actores, tem, há muitos anos, como tema central, o regresso ao passado.
João Marques dos Santos
Correio da Manhã, 09-11-07
