Frases da Semana

A razão profunda para o atraso estrutural português está na crença desmedida de que o Estado há-de acorrer a todos os nossos problemas e dificuldades. É uma crença e um mal que vêm do tempo das Descobertas e do monopólio da Coroa (…).

Miguel Sousa Tavares

Expresso, 01-03-08

O nosso tempo é marcado pela China, Índia, Singapura, Correia do Sul, etc., etc. Mas os nossos telejornais desprezam a emergência destes países (que nos afecta dramaticamente) e preferem mostrar a decadência de Cuba (que não nos afecta). Isto sucede porque a Europa recusa pensar o mundo de hoje.

Henrique Raposo

Expresso, 01-03-08

Como se pode avaliar os professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores, se a própria sociedade não tem um modelo do “homem” ou da “mulher” que se deve “formar” ou “instruir”?

Vasco Pulido Valente

Público, 02-03-08

A classe política não pode ser visada como única culpada [da situação do país]. A sociedade portuguesa tem muitas contas a prestar a si própria.

José Luís Ramos Pinheiro

Correio da Manhã, 26-02-08

A maioria dos partidos políticos actualmente no activo carece de biografia, não tem história. E como o seu principal objectivo é sobreviver, transformaram-se em profissionais da demagogia.

Miguel Angel Belloso

Diário Económico, 26-02-08

Uma cultura banalizadora criou um clima propício à relativização moral, admitindo-se que nada pode ser, objectivamente, mau ou bom, quer na esfera do público quer do privado.

Maria José Nogueira Pinto

Diário de Notícias, 28-02-08

(…) Aqui estão as duas vertentes da religião boa: a mística – paixão por Deus – e a ética; compaixão por todos. A mística, sem ética, é ilusória, como a ética, sem religião, no limite, corre o risco de ficar cega.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 01-03-08

À justiça exige-se que seja cega, surda e muda, razão porque se lhe recomenda, nos dias que correm, que evite vestir-se de encarnado ou de azul e branco ou sentir-se “águia” ou “dragão”.

José Manuel Fernandes

Público, 29-02-08