A economia portuguesa estagna. O Estado e os serviços públicos parece terem entrado em colapso. Mas as autoridades e a opinião pública continuam distraídas. (…) Se, um dia, a economia portuguesa recuperar, veremos que, entretanto, a pletora de pequenos e médios países da Europa de Leste nos ultrapassou a perder de vista. E notaremos que eles trabalham mais e melhor, poupam mais, são mais organizados, têm as ruas mais limpas, mantêm os parques e as florestas, estudam mais, têm mais cultura e mais investigação científica.
António Barreto
Público, 20-11-05
Em Portugal, o Governo e o estado são responsabilizados por tudo o que de mal acontece no País. Mas não haverá algo que a sociedade civil possa fazer por si própria, através da mudança de comportamentos, para melhorar a nossa vida comum neste rectângulo?
Nicolau Santos
Expresso, 19-11-05
Actualmente, mais do que a utilidade dos objectos, o que está em causa é a “marca” que ostentam. Essa é a cultura vigente, em particular a dos adolescentes, que por sua vez, a beberam dos pais.
Helena Sacadura Cabral
Diário de Notícias, 20-11-05
(…) O julgamento do “caso Joana” foi invulgarmente rápido. (…) Os processos em que a condição social, cultural e económica dos arguidos é baixíssima há mais de dez anos que são “invulgarmente rápidos”.
Eduardo Damaso
Diário de Notícias, 18-11-05
Quando morre um soldado ao serviço da paz devemos inclinar-nos perante o seu sacrifício.
António José Teixeira
Diário de Notícias, 19-11-05
A Igreja portuguesa tem a sorte (outros dirão: a dádiva de Deus) de ter à sua frente como cardeal-patriarca Dom José Policarpo.
Eduardo Prado Coelho
Público, 18-11-05
O sonho da mestiçagem falhou. Vimos falir nos Estados Unidos ou na Grã-Bretanha o chamado modelo “multicultural”, como vemos agora falir em França o modelo retórico da “integração republicana”. Em ambos os casos manteve-se o apartheid cultural e social, que incendeia a “cólera dos inúteis”.
Vicente Jorge Silva
Diário de Notícias, 19-11-05
