Frases da semana

A campanha eleitoral não serviu a economia portuguesa. Ouvimos uma série de discursos fantasiosos que não passam de auto-enganos de curta duração.

Ernâni Lopes

Expresso, 19-02-05

As propostas que foram apresentadas pecam por falta de ambição quanto aos objectivos, mas também por falta de clareza acerca das dificuldades que nos esperam. Tais cautelas terão o seu lado positivo – porquê prometer quando não se sabe se se pode cumprir? –, mas essa fuga às responsabilidades não deixa de ser desmobilizadora.

João Morgado Fernandes

Diário de Notícias, 20-02-05

“Fazer um país novo” (…) está, sobretudo, nas mãos dos portugueses. Tal está não apenas em deixarmos de nos interrogar so-bre o que o Governo pode fazer por nós, porventura não ainda em perguntarmo-nos sobre o que podemos fazer pelo país, mas tão somente em tomarmos em não o que pode estar nas nossas mãos.

José Manuel Fernandes

Público, 20-02-05

A experiência mostra que os governos que se dedicam ao compromisso para se manterem no poder não são capazes de resolver os problemas sérios. E Portugal tem muitos problemas sérios.

El País

Julgo não ter sido por acaso que se começa a falar na necessidade de os partidos adoptarem uma espécie de bicefalia, com um chefe com jeito para vender ilusões nestas alturas e outro que saiba falar verdade e tenha ideias sobre o que decidir, uma vez conquistado o poder. Sou céptico quanto a essa hipótese.

Diogo Pires Aurélio

Diário de Notícias, 20-02-05

Creio até que a religiosidade pós-moderna – habituada a seleccionar os seus ingredientes de forma bastante livre – estará mais à-vontade em Fátima do que uma religião habitada pelas duras exigências da razão. Cada peregrino constrói, dentro de si, o santuário das aparições que precisa.

Bento Domingues

Público, 20-02-05

Conheço católicos fervorosos que são alérgicos a algumas formas religiosas de Fátima e já contactei com pessoas muito devotas de Fátima – algumas nem foram baptizadas – que são alérgicas a várias expressões de Igreja católica.

Idem

Não foi a Igreja que impôs o funeral da irmã Lúcia às televisões. Foram estas, o Governo e os partidos da direita que o impuseram ao país de forma saturante.

Idem