Que deus é esse em nome do qual se aterroriza e mata? Há guerras em curso, e os cristãos pedem ao Deus, os judeus pedem ao Deus, os muçulmanos pedem ao Deus… qual Deus? E o que vai fazer para atender a todos contraditoriamente?
O crente autêntico tem de ousar passar pelo ateísmo. No sentido de derrubar os ídolos, para poder ir ao encontro do Deus verdadeiro, Aquele que é fonte de liberdade, dignidade e salvação.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 26-03-06
Se conseguirmos ser sempre dos mais pobres da União Europeia, nunca vão ter cara para não nos atribuírem fundos comunitários. Ah! Ah! Ah!
Cartoon de Luís Afonso
Público, 26-03-06
A Quaresma não é para cumprir ritos de preparação para a Páscoa. Se ficar por aí, torna a Igreja mais cega, mais endurecida, mais apegada ao que deve ser transformado. A Quaresma é, por natureza, um caminho de iluminação.
Bento Domingues
Público, 26-03-06
Portugal vai regionalizar-se tecnicamente, para mais tarde se regionalizar politicamente. Dito de outro modo: como a política só atrapalha, nada melhor do que regionalizar primeiro e perguntar depois.
António José Teixeira
Diário de Notícias, 25-03-06
O sucesso dos estudantes de cultura chinesa é tal que, nas universidades americanas, são os únicos imigrantes vítimas de discriminação negativa, pois poderiam ocupar todas as vagas, já que são, por regra, os melhores alunos.
José Manuel Fernandes
Público, 25-03-06
Em Portugal, fala-se muito de reformas e, depois, percebe-se que elas são ou balões para rebentar quando não são necessários ou então tornam-se princípios que devem ser congelados.
Fernando Sobral
Jornal de Negócios, 24-03-06
Nunca nenhuma outra sociedade da Europa resistiu à mudança com tanta cegueira e persistência. De Gaulle (salvo erro) dizia que, quando a França precisava de uma reforma, fazia uma revolução.
Vasco Pulido Valente
Público, 25-03-06
As mulheres, em Portugal, são dos grupos que sistematicamente sentem que a sua voz não conta na política. Estes sentimentos são criados desde a infância. Quando se chega à idade de votar, já é demasiado tarde para inverter sentimentos de ineficácia. A presença de mulheres no Parlamento servirá por isso para alterar mentalidades.
Marina Costa Lobo
Diário de Notícias 25-03-06
