Frases da Semana

[Em Timor,] em pouco tempo, tão pouco, abriram-se as feridas todas. Entre religiões. Entre etnias. Entre tribos. Entre clãs. Entre regiões. Entre dirigentes locais e os formados no estrangeiro. Entre ambições políticas e económicas. Entre facções ridículas e ridículos partidos.

António Barreto

Público, 28-05-06

Os portugueses correm o risco de continuar a empobrecer, apesar dos sacrifícios que lhes são exigidos. (…) Nem o Governo nem a oposição estão a oferecer ao país as soluções suficientes.

António Pinto Leite

Expresso, 27-05-06

Imagine-se que, um dia, Portugal domava o défice, destruía a corrupção, chicoteava a descrença colectiva. Teríamos de começar a rir.

Fernando Sobral

Jornal de Negócios, 27-05-06

Mais do que de homens grandiosos, um país, um povo e uma democracia necessitam de leis justas e de uma tradição de respeito pelos outros. Porque a democracia é o governo dos homens banais, o governo que dispensa heróis e iluminados, antes serve a todos.

José Manuel Fernandes

Público, 26-05-06

É assim que há muito devia ser [o fim do lugar das confissões religiosas no protocolo]. De facto, a que título é que as autoridades religiosas haveriam de surgir na lista de precedências no protocolo, concretamente num Estado regido pelo princípio da não confessionalidade, portanto, da separação da(s) Igrejas(s) e do Estado?

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 28-05-06

Em Portugal, os propalados “brandos costumes” de outras eras deram lugar à branda ignorância de hoje. (…) Nas escolas, pergunta-se quem são os actores das novelas e há quem delire com isso, professores incluídos. Sem limites para o despudor, ignoram-se os actores (bons e maus, pouco importa) da nossa história recente, despachando-os para a prateleira onde jaz Afonso Henriques.

Nuno Pacheco

Público, 26-05-06

Os políticos estão cada vez mais dependentes dos media, nomeadamente da imagem televisiva.

Rémy Riefel

Visão, 25-05-06

A lógica de defender na oposição o contrário do que se faz no governo e vice-versa já deu o que tinha a dar. É uma estratégia esquizofrénica que descredibiliza os políticos e desmobiliza os cidadãos.

Luísa Bessa

Jornal de Negócios, 25-05-06