Frases da Semana

Não existe nenhum estudo sobre Portugal que não refira a justiça como um dos nossos maiores problemas.

Leonel Moura

Jornal de Negócios, 24-01-07

Entrou na rotina dos portugueses acordarem com notícias de que a Polícia está a fazer uma rusga aqui ou ali, de que foram constituídos arguidos mais uns quantos empresários e quadros e outros tantos autarcas, de que está em vias de ser descoberta mais uma fraude.

João Paulo Guerra

Diário Económico, 25-01-07

A democracia é incompatível com um estado de suspeição.

António José Teixeira,

Diário de Notícias, 25-01-07

Desde há décadas que os governos e as luminárias da nação de dedicam afincadamente a gastar dinheiro para ajudar o futuro a nascer. (…) Em Portugal, o que estava previsto e planeado quase nunca aconteceu, e o que aconteceu quase nunca foi previsto e muito menos planeado. Por isso, tudo aquilo que verdadeiramente se passou, desde a industrialização até à urbanização, passou-se “desordenadamente”, à revelia dos planos e mesmo fora da lei. Até hoje, os governos andaram sempre a tentar mudar o país em meia dúzia de anos. Talvez fosse preferível tentarem compreendê-lo.

Rui Ramos

Público, 24-01-07

O que nos diz a ciência sobre a sensibilidade do feto humano à dor? Sempre que, por razões médicas, se intervém directamente no corpo de um feto em desenvolvimento, as ecografias mostram mãos crispadas, pontapés e esgares de aversão.

Única (Expresso), 27-01-07

Para quem considere o projecto de excluir a Turquia calamitosamente errado é reconfortante ouvir Bento XVI [que no dia 19 recebeu o novo embaixador turco na Santa Sé e lembrou o papel que a Turquia tem como ponte entre continentes, culturas e religiões].

José Cutileiro

Expresso, 27-01-07

Não adianta queixar-se da cultura hedonista pela falta de generosidade. Quando as empresas e as organizações, através de sofisticada publicidade, incitam aos prazeres mais imediatos e indeferíveis – casas de sonho, carros de sonho, férias de sonho -, teremos uma minoria regalada e a maioria acumulando desejos e decepções e adiando sempre, por estas e por outras razões, a altura para ter descendentes.

Bento Domingues

Público, 28-01-07