Frases da Semana

Todos sentimos que as coisas têm vindo a piorar, com a degradação da autoridade do Estado e com o mau funcionamento da justiça. É significativo que hoje se considerem naturais, embora lamentáveis, jogadas que, há uns anos, mereciam forte censura social. Perdeu-se a vergonha.

Francisco Sarsfield Cabral

Diário de Notícias, 03-03-07

Hoje ainda, com o Estado a gastar, como sempre, mais do que recebe e a família média empenhada até aos cabelos, a branca prospera. As grandes multinacionais da indústria abandonam Portugal e a banca prospera. Ninguém investe um tostão em coisa nenhuma e a banca prospera. E prospera porque o Estado a protege. De quê? Da concorrência, ou seja, do marcado.

Vasco Pulido Valente

Público, 04-03-07

O desafio para nós, hoje em dia, de pôr fim à Guerra com a Natureza é um desafio para uma solidariedade sem precedentes com as gerações futuras. Talvez, para o conseguir, a humanidade precise de fazer um novo pacto, um ‘contrato natural’ de co-desenvolvimento com o planeta e um armistício com a natureza?

(…) Este planeta é a nossa imagem ao espelho: se estiver mutilado, a espécie humana está mutilada também.

Koichiro Matsuura (director-geral da Unesco)

Diário de Notícias, 03-03-07

Na política, a aplicação desta nova onda [da inteligência emocional] vai ser no mínimo surpreendente. Aos políticos vai ser exigido que gostem – de verdade – das pessoas. Que falem – de verdade – com as pessoas. Que intervenham – com verdade – em nome das pessoas. Que agreguem e não separem. Que sejam firmes mas não violentos. Que sejam fortes mas vulneráveis. Que tenham inteligência com sentimentos. E o demonstrem.

Maria José Nogueira Pinto

Diário de Notícias, 02-03-07

A verdade é que, até à vitória do “sim”, não se ouviu uma voz, uma só, a dizer que o aconselhamento prévio obrigatório podia ser humilhante para a mulher ou que a tentativa de a dissuadir a praticar um aborto fosse estigmatizante. Bem pelo contrário. O coro estava bem afinado e cantou a uma só voz a música previamente ensaiada. O aborto não é livre, o aborto não é um direito, o aborto é um mal foi o refrão repetido e trauteado um pouco por todo o país.

Onde estão agora esses tenores? Onde estão esses protagonistas do “sim” moderado? (…) A vitória do “sim” radical sobre o “sim” moderado é o exemplo acabado de que “a revolução acaba sempre por engolir os seus filhos”.

Tiago Duarte

Público, 03-03-07