Frases da Semana

O ser humano, movido pelo desejo do ilimitado, perde-se no labirinto dos desejos desgarrados e distorcidos, tornados mediaticamente inadiáveis como uma droga.

Bento Domingues

Público, 11-03-07

Poupar e pôr em ordem as finanças do Estado é objectivo certo. Concentrar poder é errado e perigoso. Governar sem propósito é leviano. O governo faria agora bem em arrumar a casa das reformas, consolidar e corrigir. Mudar de método também. Reformar com sentido e até ao fim. Com menos propaganda e mais segurança. Com menos sobranceria e mais humildade. Seria bom se recordasse uma velha lição: reformar tudo ao mesmo tempo e à bruta corre o risco de deixar tudo, não na mesma, mas a meio caminho, o que é bem pior.

António Barreto

Público, 11-03-07

A convicção de que temos de apertar o cinto começa a perder-se, com a velha sabedoria portuguesa a achar que isso não passa de conversa e que, no fundo, tudo vai ficar na mesma.

José Júdice

Público, 09-03-07

Seria bem mais profícuo se os nossos historiadores dedicassem as suas energias a interrogaram-se sobre as razões que levam um programa de televisão a causar tanta excitação na Pátria. E a dissecarem os métodos de ensino – e a responsabilidade dos docentes… – que levam os estudantes a sair do secundário com níveis espantosos de ignorância na sua área de especialidade.

Mário Bettencourt Resendes

Diário de Notícias, 08-03-07

Querem falar de Salazar? Conheçam-no primeiro. Mergulhem na história e nos seus factos, no atraso do país que deixou, nas vítimas da liberdade cerceada, nos mortos da guerra em África, na mediocridade servil dos seus acólitos. Depois abram novos livros, franqueiem as portas dos museus. Nessa altura, António de Oliveira Salazar será já a sombra que sempre foi, não a estrela que alguns pretendem endeusar.

Nuno Pacheco

Público, 08-03-07

Agora verificamos que a aprovação da lei não teve em conta o acompanhamento e o aconselhamento obrigatório, e isso é claramente contra as mulheres. Sabemos que grande parte delas é coagida a abortar e que esta pressão é essencialmente exercida pelo pai da criança, pela família ou outros próximos. (…) Trata-se de uma lei sobretudo contra as mulheres. Porque não as defende, porque não está do seu lado, porque não as acompanha, porque não as torna mais livres para decidir.

Margarida Gonçalves Neto

Público, 10-03-07