A política é a mais nobre das artes. O problema é os artistas que a praticam.
Manuel João Vieira
Correio da Manhã, 06-05-07
Quase todos os processos judiciais por corrupção ou ilícito administrativo e quase todas as irregularidades cometidas pelas instituições públicas têm, como ponto de partida ou passagem obrigatória, uma obra ou uma construção. (…) Portugal é um país de patos bravos.
António Barreto
Público, 06-05-07
Em Portugal, ninguém é mais dependente do Estado do que as empresas; os pobres estão habituados a desenrascar-se sozinhos.
Rui Tavares
Público, 01-05-07
Certas correntes da Igreja, para dizer bem de Deus e da sua acção no mundo, desprezam a iniciativa humana e o desenvolvimento; para honrar a fé, desonram a razão; para exaltar o espiritual, dizem mal de tudo o que é material; para dizer bem da meditação, da oração, dizem mal da acção.
Bento Domingues
Público, 06-05-07
O resultado [do projecto de Lei português sobre a utilização de células estaminais] vai ser a utilização de embriões excedentários e dos “produtos (…) resultantes da interrupção voluntária da gravidez” na investigação e respectivas utilizações terapêuticas. (…) Sempre pensei que a única vantagem do nosso atraso seria o de aprender com quem vai à frente. E não fazer leis às três pancadas, sob a capa da modernidade e do progresso.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 03-05-07
Como a mãe, Deus quer ao mesmo tempo a autonomia das criaturas, dos homens e das mulheres.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 05-06-07
A mesma Igreja que condenou o marxismo condenou o liberalismo e continua a condenar os respectivos ‘neos’ dos dois lados. Hoje, ainda mais isolada num mundo onde até a esquerda parece convertida à ditadura da produtividade. A Igreja volta a estar do lado certo. E não fosse a ignorância atroz de muitos dos seus seguidores, vê-los-íamos reclamar para a Populorum Progressio, com 40 anos de avanço, os louros da revelação da Verdade Inconveniente. Muito antes de Al Gore, aí estava a Igreja, a 26 de Março de 67, pela voz de Paulo VI, a lançar um apelo: “Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana”.
Graça Franco
Público, 04-05-07
