Uma pedrada por semana Que recomece o futebol quanto antes, para ver se acaba o negócio dos jogadores. Este é o problema mais importante do país, segundo os jornais especializados e os programas de rádio!
Só se fala de milhões. O senhor Ministro das Finanças ou está muito feliz, porque afinal ainda há muito dinheiro por aí, ou está em sofrimento pelo facto do mesmo não estar do seu lado. Mas não o pode passar, porque o terreno onde se joga futebol é perigoso e escorregadio para se falar de impostos, oficialmente e com liberdade e, muito menos, para tecer considerações sobre os ordenados de milhões, ofensivos para muitos cidadãos que trabalham muito e ganham pouco. Ademais, trata-se de motivo de grande interesse para os maiorais que tecem a teia deste negócio. Muita gente sensata não se coíbe em dizer que se trata de jogo é pouco limpo e de caminhos com cheiro a mafia.
Eu gostava que os jornalistas desportivos, e também os da RR, como é óbvio, já que sabem tanta coisa até ao pormenor e não se cansam em querer saber sempre mais, fizessem, também, algumas considerações de ordem ética sobre tudo isto. Ou será que isso não é desportivamente correcto?
O assunto merece e quem os lê e os ouve precisa de pôr os pés no chão e perceber que “nem tudo o que luz é oiro” e o “gosto pelo futebol” não e se esgota com o entusiasmo dos fanáticos nem dos simples simpatizantes.
A. Marcelino
