Gabinete de Imagem e Comunicação da Diocese de Aveiro

1. A comunicação

gera comunhão

Lembra-nos o Concílio Vaticano II que “entre as maravilhosas invenções da técnica que, principalmente nos nossos dias, o engenho humano extraiu com a ajuda de Deus, das coisas criadas, a Igreja acolhe e fomenta aquelas que… abriram caminhos para comunicar e a que chamamos meios de comunicação social” (cf. Decreto conciliar sobre Os meios de comunicação social, n.º 1).

Nesse sentido, recordamos, também, o que nos diz o nosso II Sínodo: “A comunicação está profundamente relacionada com a comunhão. Constitui a sua expressão mais qualificada e, ao mesmo tempo, é o melhor meio para a sua construção. Por ela, as pessoas abrem-se, acolhem e dão resposta a Deus que se revela, relacionam-se umas com as outras e vivem a partilha solidária de bens e serviços. Desenvolvem, assim, as próprias capacidades, enriquecem a vida pessoal e comunitária, criam espaços para a livre circulação do amor de Deus na humanidade e estabelecem as bases humanas da construção da Igreja e da realização da missão” (II Sínodo Diocesano de Aveiro, Documentos, pág. 139).

Estamos conscientes de que a comunicação é um meio para a comunhão, mas, em si mesma, é já uma forma de comunhão, como o étimo da palavra revela. Não há Igreja sem missão e não há missão sem comunicação.

A chegada da Missão Jubilar afigura-se como uma excelente ocasião de otimizar a comunhão diocesana e dar mais alguns passos na concretização das propostas sinodais na área da comunicação na Igreja Diocesana. Por outro lado, a nossa ação pastoral não atingirá nunca os seus objetivos se não estiver alicerçada em formas eficazes de comunicação nos vários sentidos possíveis: no interior da comunidade diocesana; do interior para o exterior; e do exterior para o interior, tendo naturalmente como referência a Igreja diocesana e a sociedade em que vivemos.

Tendo em conta estas considerações, a experiência recente e as prioridades pastorais próximas, afigura-se como necessária a constituição do Gabinete de Imagem e Comunicação da Diocese de Aveiro, adiante indicado pela sigla das letras iniciais, GICDA, de forma a facilitar a comunicação diocesana e tornar mais efetiva a comunhão e consequente a missão.

2. Consideração prévia

Importa referir desde já que o GICDA não substitui nem colide nas suas funções com o Secretariado das Comunicações Sociais, cuja missão e objectivos estão definidos nas decisões sinodais, atrás referidas.

Ao mesmo tempo, para se poderem implementar as Decisões sinodais usando as estratégias aí propostas, é criado o GICDA.

3. Objectivos operativos

3.1 Para a concretização do GICDA importa ter presente alguns dos objetivos do capítulo dedicado à “Comunicação na Igreja Diocesana” do II Sínodo diocesano. Nomeadamente:

– Considerar a comunicação uma expressão qualificada e um meio adequado para promover e construir a comunhão.

– Procurar, em todas as suas expressões e na realização diária da sua missão, falar a linguagem do nosso tempo, abrindo-se as novas formas e meios de comunicação, com estilo acessível, familiar, expressivo.

– Cuidar da comunicação em toda a ação pastoral, de modo que os cristãos e as comunidades reconheçam e assumam a sua importância efetiva, tanto no relacionamento mútuo como na ação apostólica.

– Empenhar-se para que os meios de comunicação social da Igreja sejam veículos de humanização e de evangelização das pessoas, das famílias, dos grupos e das comunidades.

– Saber estar presente no mundo da comunicação e conviver ativamente com os seus agentes e profissionais.

3.2 O GICDA deve assumir as estratégias pastorais aí definidas, nomeadamente:

– Cuidar da imagem e da linguagem da Igreja, em todos os seus níveis e setores da vida diocesana, pela sua influência, positiva ou negativa, na mediação e na comunicação da mensagem cristã e dos seus valores.

– Repensar continuamente a comunicação interior na Igreja e desta com o mundo e meios de comunicação social, em ordem à sua qualificação progressiva.

– Abrir a Igreja Diocesana à consecução de outros meios de comunicações, que possam ajudar a realização da sua missão, no contexto da sociedade actual.

– Empreender os meios possíveis para que as paróquias e os serviços diocesanos disponham de instrumentos modernos e eficazes no campo da comunicação e da informatização.

4. Concretização

e operacionalidade

– O GICDA será um serviço de difusão de mensagens, comunicados, cartazes, boletins, informações da Diocese de Aveiro e dos seus organismos (Ex. Bispo, Vigararias, Serviços, Movimentos, Paróquias e outros), por via digital, mas também por papel ou outros meios.

– O GICDA funcionará próximo dos organismos da Diocese de Aveiro, por mandato do Bispo e sob a imediata orientação da Vigararia da Pastoral Geral. Assim, ficará sediado na Cúria Diocesana, na Rua Almirante Cândido dos Reis, n.º 120, Aveiro e será seu Coordenador o Vigário Episcopal da Pastoral Geral.

– O GICDA será principalmente um pivô que faz circular a informação; nalguns casos, certamente com o evoluir do seu trabalho, poderá ele próprio elaborar comunicados ou outro tipo de mensagens a pedido dos serviços diocesanos.

– Os serviços do GICDA não anulam outros que já existem (ex: um secretariado que tenha os seus próprios serviços de informação ou uma paróquia que contacta os jornalistas pelos seus meios), mas, pelo sucesso do seu trabalho há-de ser algo útil aos organismos (paróquias, arciprestados…) que têm serviços para esta área.

– O GICDA pode, na medida do possível, caso a caso, sugerir sinergias para poupar recursos e tornar a informação mais eficaz. É um trabalho de futuro.

– O GICDA deve proceder a um levantamento dos contactos (digitais, telefónicos, postais…) dos emissores e recetores. A eficácia do seu trabalho depende muito desta base de dados. Atende-se de forma especial aos meios de comunicação regionais, a maioria de base concelhia e interconcelhia (rádios, jornais, sítios Internet).

– A página Internet da Diocese ficará dependente do GICDA, que, trabalhando com a informação, deve ser o principal atualizador da página – o que não implica, obviamente, que peça colaborações a outras instâncias.

– Fica associado ao GICDA um serviço de imagem/gráfico da diocese (elaboração de cartazes, folhetos, etc.).

5. Decreto

Tendo presente tudo quanto acima se refere e todas as orientações aí propostas HEI POR BEM constituir o Gabinete de Imagem e Comunicação da Diocese de Aveiro e nomear seu Coordenador o Padre Francisco José Rodrigues de Melo, Vigário Episcopal da Pastoral Geral.

As orientações antes enunciadas serão implementadas «ad experimentum» até ao final da Missão Jubilar 2013, devendo nesse momento ser avaliadas e elaborado um Regulamento com as orientações definitivas.

Aveiro, 11 de abril, Dia da Dedicação

da Catedral, de 2012

António Francisco dos Santos,

Bispo de Aveiro