Painel
O feriado do Corpo de Deus está suspenso durante os próximos cinco anos Elias Couto
Jornalista
Numa sociedade de intensa fé eucarística, esta solenidade era vivida com particular esplendor: toda a gente se incorporava na procissão do “Corpus Christi”: confrarias ou irmandades, artesãos e comerciantes, nobres e plebeus”.
A Hierarquia da Igreja deveria ter trabalhado para valorizar aquilo que lhe é próprio – a santificação de determinados dias, não porque o Estado concede a benesse de os declarar ‘feriados’, mas porque tais dias são ‘santos’ (separados dos restantes) por razões que dizem respeito à vida da Igreja.
(Afirmações retiradas de um artigo publicado na Agência Ecclesia)
D. Nuno Brás
Bispo auxiliar de Lisboa
A Igreja poderia bater o pé e dizer ‘não queremos’, mas com que autoridade moral é que o faria?
Convenhamos que nós, os católicos, temos alguma culpa nisso [supressão, para já só até 2018 do feriado]. Se todos fossem à missa nesse dia em vez de irem para a praia, muito possivelmente não haveria governo que tivesse condições para retirar este feriado.
(Afirmações proferidas aos microfones da Rádio Renascença)
D. José Cordeiro
Bispo de Bragança-Miranda
Nós não deixamos de celebrar a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus, comummente designado como Corpo de Deus. Passa é para o domingo seguinte, deixando de ser feriado.
[Este género de mudança aconteceu anteriormente com outros dia festivos religiosos, pelo que a supressão do feriado civil não traz] nada de grave e relevante.
(Declarações proferidas ao jornal “Mensageiro de Bragança”)
