“Ganhai fome de Palavra, queridos jovens”

Bispo de Aveiro, no Dia Mundial da Juventude, celebrado em vagos Na Eucaristia que encerrou o Dia Mundial da Juventude (DMJ), celebrado em Vagos, na manhã e tarde do Domingo de Ramos, D. António Marcelino propôs aos mais de mil jovens presentes a Palavra de Deus contra “as muitas palavras, o muito barulho, a muita comunicação de uma sociedade que não chega a comunicar”.

“Ganhai fome da Palavra, queri-dos jovens. Tende fome da Palavra!”, disse D. António Marcelino aos mais de mil jovens, vindos de quase todas as paróquias da diocese, para celebrar em Vagos o Dia Mundial da Juventude. O Bispo de Aveiro, na senda de Bento XVI, que escreveu para este dia uma mensagem intitulada “A vossa palavra, Senhor, é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho”, realçou que, tal “como o marinheiro precisa de um radar, uma referência”, o jovem “precisa de uma bússola”. “Essa bússola – esclareceu – é Jesus Cristo, que disse: «Quem me segue não anda nas trevas»”.

A celebração do DMJ no Domingo de Ramos foi uma iniciativa de João Paulo II que, como notou o Bispo de Aveiro, Bento XVI quis continuar, pois o primeiro dia da Semana Santa é ocasião propícia para encontrar uma resposta “às mil questões que os jovens trazem consigo”. Ora, afirma D. António, “quem procura e faz perguntas deve abrir o coração às respostas”.

Dever de procurar

bem a felicidade

D. António recordou palavras de João Paulo II, que afirmara que “os jovens são aliados naturais de Jesus Cristo”, e alertou para alguns perigos de um mundo em que “nem todas as palavras são de luz, nem todas são de paz, nem todas dão sentido à vida”. “Muitos dos vossos colegas procuram [a felicidade] em coisas passageiras, em derivativos como a droga e o álcool. Precisam de uma bússola que não engane”, observou D. António Marcelino, afirmando que, se todos têm o direito a ser felizes, têm igualmente o dever de procurar o caminho correcto da felicidade. Esse caminho é o próprio Jesus Cristo, que, ao contrário dos que “prometem felicidades fáceis”, entregou a sua vida na paixão, atitude que “parece uma derrota”, mas “é caminho de vitória”.

Caminhada de três horas

O DMJ começou logo de manhã, com a chegada dos jovens a quatro pontos do arciprestado de Vagos. Daí, os jovens convergiram, em grupos de vinte elementos e numa caminhada de três horas, para o centro da vila. Ao longo do percurso, levando à letra a referida mensagem de Bento XVI, reflectiram (nalguns casos reescreveram ou desenharam) passagens da Bíblia. Antes da Eucaristia, que encerrou o encontro, no anfiteatro virado para a Ria, houve lugar para a animação musical da Juventude Mariana Vicentina, de Cucujães. No final da jornada, o Pe Rui Barnabé, director da Pastoral Juvenil diocesana, realçou ao Correio do Vouga o trabalho voluntário de cerca de 150 animadores e a participação animada dos jovens de toda a diocese.

J.P.F.

TESTEMUNHOS

Cathy Antunes, 32 anos

“Foi muito importante a unidade dos jovens. Apesar de não se conhecerem no início, viveram momentos de solidariedade com o objectivo de atingirem a meta, o fim do percurso.”

João Evangelista, 28 anos

“Realço a disponibilidade de todos estes jovens para estarem juntos, num domingo, a celebrar Jesus Cristo. É importante continuar a sentir que Jesus Cristo viveu e morreu por nós.”

Cecília Vigário, 19 anos

“Foi a primeira vez que vivi o Dia de Ramos fora da minha paróquia, Pardelhas. Realço o tema do encontro e as palavras do senhor Bispo: “Jesus é a luz do nosso caminho”. Quer dizer que é a resposta para as nossas dúvidas, que podemos confiar nele.”