Gente que quer respostas sem fazer perguntas

Uma pedrada por semana Gostava de colaborar, mas não sabe como, nem onde, nem em quê…Não entende como há gente tão dedicada, e para si não vê porta que se abra…Ninguém lhe pede nada e também não está para se oferecer, porque quem precisa é que deve pedir…

Ouvindo tantas vezes estes lamentos, também vou indagando: Mas já alguma vez perguntou a alguém o que é preciso ou se ofereceu para ajudar a dar resposta a coisas que acha que estão mal? Já bateu a alguma porta, de modo a que se ouça, e deu tempo paciente a que ela se abra? Já abriu os olhos à sua volta para ver o que se passa e pressentir os gritos calados de quem precisa? Já se interrogou sobre o sentido de uns olhos sempre tristes, de um rosto que não brilha nunca, de rugas que se multiplicam sem esperar pelo tempo, de silêncios mais eloquentes que as palavras, de raivas incontidas ao parecer que até o céu se fecha perante a indiferença?

Quem pode fazer alguma coisa pelos outros, também precisa deles para não se sentir inútil, egoísta, instalado.

Ninguém dá que não precise de receber, e só se recebe na medida em que se dá. Quem espera que lhe peçam, julga-se indispensável e parte a julgar que vai para fazer favores. Quem não dá com humildade e não sente que é seu dever fazer bem tira o sabor ao que se dá e não abre o coração ao que se pode receber.

Contas que só se aprendem no Evangelho e são lições de vida de quem o toma a sério.