Gestão desportiva tem de ser mais eficaz

No Centro de Congressos de Aveiro decorreu o 8º Congresso Nacional de Gestão de Desporto, em simultâneo com o 3º Congresso Ibérico de Gestores Desportivos, numa iniciativa da Apogesd – Associação Portuguesa de Gestão de Desporto, que trouxe a Aveiro cerca de 350 gestores ligados às mais diversas modalidades desportivas e a inúmeros sectores económicos relacionados com o desporto.

A gestão de desporto é, no dizer de Gastão Sousa, presidente da Apogesd, “a procura de uma maior eficiência e eficácia na gestão das organizações desportivas, ou seja, procurar que as organizações desportivas, os clubes, as associações e federações, as empresas que estão ligadas à actividade do desporto, tenham uma maior eficácia para atingirem os seus objectivos de uma forma mais simples”.

Uma das áreas de gestão de desporto tem a ver com o desporto profissional. Mas a gestão de desporto também entra na organização e promoção de eventos desportivos e na gestão de actividades que motivem a população a prática despor-to. Gastão Sousa aponta ainda outras áreas de intervenção, como “empresas de fitness, ginásios e academias”. Outra área importante é a gestão de eventos desportivos organizados por autarquias. “Temos aqui muitos colegas espanhóis que estão ligados à gestão desportiva das autarquias. A gestão de desporto é uma área muito alargada”, referiu, tanto mais que “neste momento, o desporto já tem uma dimensão económica enorme, não só ao nível do desporto profissional, mas também ao nível da prática de actividade física. É um sector que já mexe com muito dinheiro, com muitas pessoas. A evolução das necessidades que hoje existe em haver pessoas competentes para gerir o desporto é uma realidade dos nossos dias”.

A realização do congresso ibérico deve-se ao facto de “termos problemas comuns, e as soluções também são comuns”, realça o presidente da Apodesd. “Há uma ligação forte a Espanha. Em algumas áreas, como a do desporto municipal, eles têm mais anos de experiência do que nós e, por isso, podem dar-nos um contributo acrescido. Nós temos mais competência em outras áreas, nomeadamente na área da gestão de fitness, ginásios e de academias. Já temos empresas portuguesas a trabalhar em Espanha, e outras também já exportam para Espanha, nomeadamente ao nível dos sistemas de informação”.