Guarda Suíça comemorou 500 anos

A Guarda Suíça, corpo militar que assegura a protecção do Papa e da Cidade do Vaticano, comemorou, no domingo, 500 anos de existência.

O Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, presidiu a uma celebração eucarística na Capela Sixtina, seguida por um “piquete de honra” da Guarda na Praça de São Pedro, durante a recitação do Angelus.

Bento XVI recordou este acontecimento, junto dos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro. “Tenho a alegria de saudar quantos hoje compõem este benemérito Corpo, ao qual, em sinal de apreço e de reconhecimento, concedo de coração uma especial Bênção Apostólica”, disse.

Pouco antes, na homilia da missa de abertura das comemorações, o Cardeal Angelo Sodano lembrou que, quando os guardas prestam juramento, prometem “servir fiel, leal e com honra, o Sumo Pontífice e os seus legítimos sucessores, com todas as suas forças, sacrificando, se for necessário, a própria vida”.

O sacrifício da própria vida aconteceu, de facto, em Maio de 1527, durante o Saque de Roma. “Que esta fidelidade seja sempre o vosso lema!”, desejou o Secretário de Estado do Vaticano.

No dia 7 de Abril, um grupo de veteranos partirá da Suíça para “uma marcha para Roma”, de quatro semanas, sobre os caminhos empreendidos pelos seus antepassados; e a 6 de Maio, na tradicional cerimónia de juramento dos recrutas, Bento XVI presidirá à Missa pela sua guarda pessoal.

A Guarda Suíça Pontifícia, fundada pelo Papa Júlio II em 1506, é uma companhia de voluntários, recrutados em todas as partes da Suíça, organizados militarmente, para a custódia da pessoa do Papa e da sua residência. Outras tarefas são também a vigilância dos ingressos na Cidade do Vaticano, assim como serviços de segurança e de honra durante as funções religiosas e diplomáticas do Santo Padre. Uma representação da Guarda Suíça acompanha o Papa nas suas viagens ao exterior.

O corpo é formado por 110 guardas e compreende 4 oficiais (coronel, tenente coronel, major e capitão), 1 capelão, 26 suboficiais e 79 soldados. O serviço dura dois anos, com possibilidade de renovação e promoção, até um máximo de 20 anos de serviço. Os fatos tradicionais da Guarda Suíça foram desenhados por Miguel Ângelo, o autor das pinturas da Capela Sixtina.

Como ser guarda do Papa

Para fazer parte da Guarda Suíça é preciso ser católico, nascido nesse país, com uma altura superior a 1,74 metros e ter frequentado a recruta no exército suíço. Os soldados deverão ter até 30 anos e ser solteiros, sendo possível casarem-se depois de subirem de patente. Todos, sem excepção, vivem no Vaticano.