Há 50 anos, o Concílio foi alegria e esperança*

Painel

* Esta pergunta, inspirada num documento “Gaudium et Spes”, sobre a ação da Igreja no mundo contemporâneo, saído do Concílio Vaticano II, esteve na base da oitava jornada da Pastoral da Cultura (ver pág. 05). Os depoimentos são frases recolhidas das notícias da Agência Ecclesia. Manuel Alegre

Poeta. Antigo deputado

“Impressiona ainda hoje a alegria e a esperança que brotam das páginas” da Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”, com um estilo que “representa uma nova atitude da Igreja”. [Declamou depois um poema dedicado ao Papa João XXIII]:

“Porque não sei de Deus não trago preces / Sou apenas um homem de boa vontade / Creio nos homens que acreditam como tu nos homens / creio no teu sorriso fraternal”.

Joaquim Azevedo

Presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica

Deu-se uma “ventania conciliar” que passou pela Igreja Católica e [provocou] o interesse despertado pelos documentos do Vaticano II, que ofereceram “coragem e esperança” em tempos difíceis, na sociedade portuguesa, ao valorizarem o papel dos leigos, inclusive na vida política.

Emília Nadal

Pintora

O “ambiente mental” que existia em Portugal, no pré-Concílio, era de “grande desconfiança”. A eleição de João XXII representou um “deslumbramento”.

Após o Vaticano II, assistiu-se a um “extremar” de posições nalguns movimentos de leigos.

É “no interior da Igreja” que começa a definir-se a “qualidade do seu diálogo com o mundo”.

Eduardo Borges de Pinho

Teólogo da Universidade Católica Portuguesa

Com o Concílio, surgiu uma “nova etapa do aprofundamento da identidade da Igreja”. A constituição pastoral “Gaudium et Spes” mostra, por parte das comunidades católicas, uma linha de “proximidade solidária” com o mundo contemporâneo.

Mas é preciso esta atento para “velhos e novos clericalismos”.