Hábitos de estudo têm de mudar muito!

Olho de Lince Os portugueses, mais uma vez, deram provas de: incapacidade intelectual, falta de hábitos de trabalho ou sistema de ensino-aprendizagem obsuleto?… Nem nos alegre a parecida desgraça dos vizinhos do lado – os espanhóis – que também não vão longe na simpatia e na sabedoria da matemática. É preciso é investigar qual destas é a razão do fracasso ou se é a convergência de todas elas.

Há dias, dizia-se que a falta de domínio da língua materna, neste caso, a língua portuguesa, pesava fortemente no insucesso nas outras áreas de estudo, mesmo nas ciências positivas como a matemática. Estamos de acordo. A experiência de docente fez-me perceber, muitas vezes, que o primeiro problema dos alunos, nos testes, era a rudimentar capacidade de entender os enunciados, por mais simples que fossem.

Comentando estas situações de insucesso escolar, uma autoridade pedagógica aventava que a ocupação do tempo como a fazem os nossos adolescentes e jovens não pode ajudar grande coisa à superação do défice de domínio da língua e do exercício do conhecimento. Aí está! Os nossos hábitos de trabalho têm de mudar bastante!

Curiosamente, também nestes dias, foram-nos apresentadas diversas realizações de motivação à leitura: interessantes, variadas, lúdicas, sérias, com resultados palpáveis. Aí está! Os nossos processos de ensino-aprendizagem não podem continuar nas mãos de ronceiros “repetidores de matéria”, sem criatividade, sem inovação de bases sólidas, horizontes de competências definidos, faseamento estruturado… e conhecimento efectivo da diversidade dos protagonistas “aprendizes”.

Não creio que sejamos menos capazes – uma raça inferior! Mas é provável que os estilos de vida, as carências de condições alimentares, de habitação, de socialização, de valores envolventes… façam, não direi degenerar a raça, mas atrofiar as nossas capacidades. Aí está! Mais um campo de trabalho! Mãos à obra, em sinergia de quantos podem e têm o dever de criar uma atmosfera saudável, para as nossas massas encefálicas respirarem e funcionarem a cem por cento!

Q.S.