Guimarães 2 – FC Porto – 6 O Porto fechou com chave de ouro uma época brilhante, somando a Taça de Portugal às anteriores conquistas: Supertaça, Campeonato (sem derrotas) e Liga Europa. A equipa de André Villas-Boas esmagou o Guimarães num jogo alucinante com sete golos nos primeiros 45 minutos.
A circunstância – Estádio do Jamor; cerca de 35000 espectadores. Árbitro: João Ferreira (Setúbal); Golos: James 2’, 45’+2’, 73’; Álvaro (pb) 18’; Varela 20’; Edgar 22’; Rolando 35’; Hulk 42’.
Percurso – Até chegar ao Jamor o Guimarães eliminou o Atl. Malveira (4-0), Portimonense (2-1), Torreense (2-0), Merelinense (2-0) e Académica (1-0 e 0-0).
Já o FC Porto prevaleceu sobre Limianos (4-1), Moreirense (1-0), Juventude Évora (4-0), Pinhalnovense (2-0) e Benfica (0-2 e 3-1).
Primeira parte louca – Sete golos e um penalty defendido por Beto foi o saldo de quarenta e cinco minutos verdadeiramente empolgantes que deixaram ao rubro o público afecto às duas equipas. O resultado ao intervalo (2-5) sentenciava a partida, pelo que a etapa complementar, num ritmo bem mais calmo, apenas serviu para James completar o hat-trick e Mariano se despedir dos adeptos.
Momento do jogo – Ao minuto 45, enquanto Elmano Santos levantava a placa com 2’ de desconto, João Ferreira assinala grande penalidade contra o Porto, por derrube de Fernando a Faouzi. Especialista em grandes penalidades, Beto defende o remate de Edgar. Momentos depois Hulk conduz um contra-ataque pela esquerda e descobre James solto no coração da área. O colombiano assina o segundo de três golos (e duas assistências) e resolve o encontro.
Arbitragem – João Ferreira procurou manter-se discreto e mostrar poucos cartões. O jogo teve dois lances de difícil análise: o penalty já referido e um fora de jogo no segundo tempo a Mariano que resultou num golo não validado. Sem influência.
Despedidas nas três equipas – Mariano fez o último jogo com a camisola do Porto. O argentino ainda colocou a bola no fundo da baliza de Nilson, mas o lance já havia sido invalidado por fora de jogo. Elmano Santos, o quarto árbitro escalado para o Jamor, também se despede dos relvados por ter atingido o limite máximo de idade (45 anos). Menos sorte teve Flávio Meireles que “arrumou as botas”, sem ter oportunidade de entrar na partida.
Troféus – O Porto conquistou o seu 69.º troféu e proclama-se o clube português com maior número de títulos. A questão não é pacífica: o Benfica conta no seu palmarés uma Taça Latina, que a ser contabilizada confere aos encarnados também 69 troféus. A Taça Latina foi uma competição de pré-época organizada entre 1949 e 1957, participando clubes portugueses, espanhóis, italianos e franceses por convite. Apesar de campeão em 1955/56, o Porto nunca participou na competição.
No século XXI, o Porto soma já 23 troféus, uma marca única em toda a Europa. Em segundo lugar neste ranking seguem o Dínamo Zagreb e o Bayern Munique com 16.
André Villas-Boas – “Esta época tem de perdurar na nossa memória; há coisas que não voltam a acontecer, e essa é a realidade. Passaram-se coisas maravilhosas este ano, reuniu-se um grupo de muita competência e de muito talento, o que se traduziu em quatro troféus muito importantes, e este clube continua a caminhar, solidamente, para o futuro. Ganhar a Liga Europa e não terminar aqui com uma vitória na Taça de Portugal não teria o mesmo sabor”.
Nuno Caniço
