1. Qual a transformação mais importante operada pelo Vaticano II?
2. Em que área podemos ser mais fiéis ao espírito do Concílio?
1. A grande transformação consistiu na participação dos leigos na igreja, tendo estes deixado de ter um papel passivo. Também porque se passou de um esquema hermético para um conceito centrado no mistério Pascal de Cristo.
2. Podemos trabalhar mais na área assistencial, nomeadamente ajudando na doença, pobreza… Também o apoio na liturgia.
Maria de Fátima Gonçalves
Coordenadora diocesana do Vida Ascendente / Movimento Cristão de Reformados
1. O concílio foi indispensável para que possamos compreender melhor a Igreja como comunhão, inseparável do mundo, atenta aos sinais do nosso tempo, em abertura, acolhimento e renovação permanente, num aggiornamento fundado em Jesus Cristo e no Evangelho, a partir das fontes da fé, fiel à Tradição Apostólica e na redescoberta da sua dimensão missionária.
2. A receção do Concílio está longe de ser concluída. As grandes obras iniciam-se em cada um de nós; procurar o que é verdadeiramente essencial à fé, para que seja mais cristã, consciente e esclarecida, e resulte num sincero testemunho de comunhão, talvez seja um bom ponto de partida.
Nuno Queirós
Diácono (a caminho do presbiterado), trabalha da Unidade Pastoral de Águeda
1. Dizer (recordar) que como povo de Deus todos (e não só os clérigos) somos responsáveis na Igreja, fruto de uma igual dignidade batismal. Na Igreja, antes de sermos diferentes, somos iguais.
2. Estudando mais os documentos do Concílio; recuperando a ideia de que a Igreja está no tempo como sinal de salvação e, como tal, o sinal tem de ser significativo para quem o lê; pensar naquilo que, na Igreja, não é sinal da salvação oferecida por Deus em Jesus.
Licínio Cardoso
Pároco de Silva Escura, Dornelas e Rocas do Vouga
1. Re-situar a Igreja no mundo em acelerada transformação, redefinindo a sua missão à luz de Jesus Cristo e das novas culturas, assumindo a proximidade e o diálogo como proposta do caminhar juntos para a verdade que liberta e valorizando a função da consciência como “espaço” de encontro da pessoa consigo mesma, com os outros e com Deus.
2. Assumir existencialmente a identidade cristã numa sociedade que é de todos e vive uma situação cheia de contrastes, provocando os maiores desafios a quem pretende viver com dignidade e intervir com responsabilidade; e reorganizar-se funcionalmente para a missão de abrir e alimentar horizontes de esperança e de humanidade.
Georgino Rocha
Pró-vigário geral, professor de Pastoral e Doutrina Social
da Igreja
