Já é conhecido o brasão do Papa

Bento XVI O escudo de Bento XVI alia os elementos originais do escudo episcopal do Cardeal Joseph Ratzinger com os símbolos papais: as chaves de S. Pedro, o pálio pontifício e a mitra (em vez da tiara).

No brasão tripartido, são três os elementos que transitam da diocese de Munique-Freising: o “mouro de Freising”, o urso e concha.

O “mouro de Freising” (ou “cabeça do etíope”) já vem da antiga diocese de Freising, desde o séc. XIV.

O urso com o alforge refere-se à lenda do bispo Corbiano, que anunciou o Evangelho no séc. VII, na antiga Baviera. Diz a lenda que, durante uma viagem a Roma, um urso devorou o cavalo do bispo. Então, o santo ordenou ao urso que levasse a sua bagagem à Cidade Eterna. Chegando a Roma, o santo libertou o urso, que voltou a viver nos bosques da Baviera. O significado da lenda é: o cristianismo amansou e domesticou o paganismo e introduziu na Baviera os fundamentos de uma grande cultura.

A concha tem diversos significados. Tanto se refere à “concha do peregrino” como à história contada por Santo Agostinho (Ratzinger doutorou-se em teologia com uma tese sobre este santo): Uma criança, com uma concha, derramava água do mar num pequeno buraco. Interrogada por Agostinho sobre o que estava a fazer, respondeu: “Estou a pôr o mar neste buraco” – o que representou para o santo a impossibilidade de abranger o mistério de Deus e a imersão no mar da divindade.

A frase que acompanhará o brasão deverá ser a mesma do brasão de cardeal: “Colaborador na verdade”.