M. Oliveira de Sousa Professor
M. Oliveira de Sousa
Professor

Juízo, o final? Esperamos muito bem que (ainda) não!
Enquanto a Europa, particularmente a Velha Europa, sara, literalmente e em sentido figurado, as feridas de todos os acontecimentos (Nice, Turquia, Alemanha) que abalam os seus alicerces (de paz, justiça, solidariedade social, q.b., quanto baste) vamos assistindo atónitos a uma enormidade de agitações perfeitamente tresloucadas. Recep Tayyip Erdoğan, na Turquia; Convenção Republicana nos Estados Unidos; Theresa May, no parlamento britânico;… tudo a alimentar qualquer coisa no mínimo pouco sensata!
No “Diário de Notícias”, num trabalho de José Fialho Gouveia, inquieta saber que durante o debate no parlamento britânico, George Kerevan, deputado pelo Partido Nacionalista Escocês perguntou à Primeira Ministra: “está pessoalmente preparada para autorizar um ataque nuclear que poderia matar 100 mil homens, mulheres e crianças inocentes”. Theresa May, respondeu: “Sim. E devo dizer aos honoráveis senhores aqui presentes que toda a ideia de dissuasão implica que os nossos inimigos saibam que estaríamos dispostos a fazê-lo”. – abordando a renovação do Trident, o programa britânico de submarinos nucleares.
Enquanto a maioria dos deputados do Partido Conservador é a favor da substituição total do armamento em causa, a questão gera divisões no interior do Partido Trabalhista. Jeremy Corbyn, líder do Labour, defende o desarmamento nuclear total: “Quero deixar muito claro que eu não tomaria uma decisão que mataria milhões de inocentes. Não acredito que a ameaça de homicídio em massa seja uma forma legítima de gerir as relações internacionais”.
Corbyn sublinhou ainda que o arsenal britânico é composto por 40 ogivas, sendo que cada uma delas é oito vezes mais potente do que a bomba atómica de Hiroxima – cujo triste 6 de agosto se aproxima: “Que ameaça é essa que enfrentamos que é preciso um milhão de potenciais mortos para a dissuadir?”, questionou o líder trabalhista.
E já Boris Johnson, ex-presidente da Câmara de Londres, líder pela saída do Reino Unido da União Europeia, atual Ministro dos Negócios Estrangeiros, durante a campanha pelo Brexit tinha comparado a UE a Hitler!
Estará encontrado o mote ou vamos ganhar juízo?!