Uma pedrada por semana Fez vinte anos a Fundação Joan Maragall, de Barcelona, fundada pelo bispo da diocese, ao tempo o cardeal Narciso Jubany, com a finalidade de lançar pontes entre a fé e a cultura. Ao avaliar o trabalho de duas décadas, o presidente da Fundação disse: “Tornamos presente o cristianismo na nossa cultura por duas razões: porque o cristianismo é uma das raízes da nossa cultura e da nossa identidade e porque acreditamos que a Igreja não é só um bem pessoal, mas também social; porque a Igreja ama e liberta, ilumina as consciências e não as aprisiona, torna presente o amor de Deus entre os homens, sem difamar, nem menosprezar os que não são nem pensam como nós”. Ainda na sua intervenção, disse ser seu propósito “lutar por um catolicismo conciliar sem complexos, capaz de explicitar a Boa Nova do Evangelho e assinalar o lastro positivo que ele deixou na nossa cultura”.
Quando, em tempo igual, nasceu em Aveiro o Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), em consonância com centros semelhante em cidades universitárias de Portugal, os objectivos foram os mesmos de Barcelona.
Os tempos continuam complexos para o diálogo encetado, porque o mundo da cultura acastela nuvens difíceis à penetração do sol e a mensagem cristã nem sempre consegue gerar uma presença activa na sociedade.
A tarefa não é fácil, mas é inadiável, num respeito mútuo e construtivo. Onde se gera cultura é urgente que se construam pontes, para bem das pessoas e da sociedade. A Igreja nasceu com essa missão e mostrou, ao longo da história, que sempre que o fez, a sociedade progrediu.
