Beira-Mar 0 – Académica 1 PEDRO MARTINS
Beira-Mar chumba no exame frente aos estudantes.
As circunstâncias:
23 de Abril de 2007; Estádio Municipal de Aveiro/Mário Duarte; Beira-Mar 0 – Académica 1 (Gyano – 83’); árbitro Pedro Proença, de Lisboa; 8.497 espectadores.
Do céu…
À partida para esta jornada, a equipa aveirense tinha tudo para confirmar a recuperação. O Aves tinha sido derrotado em casa, o Setúbal jogava contra o europeu Braga e a Académica parecia ser o adversário ideal, uma vez que estava a apenas 3 pontos.
…ao Inferno!
Quem não marca sofre, diz o ditado. Já perto do intervalo, e na melhor oportunidade de golo, Edgar, num lance oportuno, remata, fazendo a bola esbarrar com estrondo na barra. No entanto, bastaram cerca de 13 minutos em campo, para Gyano relegar o Beira-Mar para o último lugar da tabela classificativa, em igualdade com o Aves.
Futuro:
Os aurinegros são, das três equipas que lutam por não descer, aquela que parece ter melhor calendário. Mas isso, para o Beira-Mar, parece não interessar muito, pois não tem conseguido aproveitar os deslizes dos adversários, estando complicada a manutenção na BWin Liga.
Das cabines:
Paco Soler – Nem à terceira foi de vez…
“Foi a terceira vez que tivemos a possibilidade de sair dos lugares do fundo da tabela e pela terceira vez não conseguimos. Pelas ocasiões que tivemos antes, não merecíamos perder. Acredito na manutenção. Vamos lutar até à última réstia de esperança. Mas não há dúvidas que o balneário está desanimado. Agora vamos tentar recuperar nos dias que temos pela frente, para sermos fortes com o Belenenses.”
Manuel Machado – Divisão de pontos aceitava-se
“Estou satisfeito pelo trabalho dos jogadores e também, naturalmente, pelo resultado, que não sendo conclusivo, é um passo muito importante para atingirmos o nosso objectivo. A vitória premeia o nosso jogo, mas não teria dificuldades em aceitar a divisão de pontos.”
Taça:
O sonho do erguer da Taça de Portugal, no Jamor, não passou disso mesmo. A meio da semana passada, em Alvalade, decorreu a meia-final da Taça. Depois de 2 golos dos leões, Diarra ainda criou algumas expectativas ao reduzir para 2-1, mas não foi suficiente para desfeitear a equipa lisboeta.
Rei Eusébio:
O Pantera Negra, que envergou a camisola do Beira-Mar em 76/77, foi operado com sucesso à artéria carótida interna esquerda, que teve de ser desobstruída dos ateromas que atrofiavam o fluxo sanguíneo e de oxigénio ao cérebro. Que recupere rapidamente.
