Líderes religiosos manifestam-se pelo fim dos conflitos na Faixa de Gaza

O Patriarca Latino de Jerusalém e a Igreja Maronita, entre outras, com Bento XVI, apelam à trégua Diversos líderes das Igrejas vizinhas da Faixa de Gaza expressaram, nos últimos dias, o seu pesar pela violência crescente na região. Os Patriarcas, Bispos e Chefes das Igrejas Cristãs em Jerusalém manifestaram a sua “profunda preocupação, dor e choque” perante o conflito. “Celebrámos o Dia da Paz enquanto vivemos uma situação dramática, trágica em Gaza, com centenas de mortos e milhares de feridos”, lamentou D. Fouad Twal, Patriarca Latino de Jerusalém, que também pediu que a comunidade internacional “assuma as suas responsabilidades e intervenha imediata e activamente para deter este banho de sangue”.

O Custódio da Terra Santa, P. Pierbattista Pizzaballa, por sua vez, realçou que “quanto mais se prolonga esta situação, mais difícil se torna resolvê-la, também porque os ânimos se tornam ainda mais carregados pelo ódio e pelo desejo de vingança. Portanto, é importante interromper imediatamente a violência”.

Já a Igreja Maronita do Líbano fez um alerta para a possibilidade da violência na Faixa de Gaza se estender ao território libanês.

Apelando à “comunidade internacional”, cujo compromisso pode ser “determinante”, o Papa Bento XVI apelou para que “a trégua na Faixa de Gaza entre novamente em vigor – algo que é indispensável para dar condições de vida aceitáveis às populações – e sejam relançadas negociações de paz renunciando ao ódio, às provocações e ao uso das armas”.

Segundo a Cruz Vermelha Internacional, desde o início dos conflitos entre o exército israelita e o grupo palestino Hamas, no dia 27 de Dezembro, o número de mortos na Faixa de Gaza passa dos 900 e os feridos são mais de três mil.

Priscila Cirino