Dez Palavras-Chave sobre Maria Somos as partículas que Deus mais gostou de ter criado

A beleza da fé, entre tantas que poderíamos citar, é saber que não valemos coisa nenhuma. Que o homem é pó e em pó se vai tornar. Que estamos esmagados pelo cosmos quase infinito. Que somos poeira no imenso Universo… mas que, como disse um místico espanhol, sabemos que somos “pó enamorado”. Isto é que nos dá força. Deus nem precisa de nós para nada. “Somos servos inúteis”, disse Jesus. No entanto, Ele se fez Pobre de Javé, Servo dos servos de Deus, como mais tarde os papas gostaram de ser chamados. Ao fazer-se Homem, como que se aniquilou. Mas é aí que entra a “razão sem razão” do Amor que S. Paulo canta com gratidão: “É na minha fraqueza que se manifesta a Sua força”. “Que Deus escolheu o que nada vale…” “Que trazemos tesouro em vasos de barro”. Mas este pó de Adão apaixonou Deus. São as “partículas” que Ele mais gostou de ter criado. O Livro dos Provérbios chama-nos “delícias de Deus”.

Maria sentia-se assim, inteirinha. Ela não sabia que era Imaculada. Ela não sabia coisa nenhuma de coisa alguma quando visitou santa Isabel. Ela só sabia que era amada e que o Senhor fez nela maravi-lhas, a pobre, a humilde serva, que todos chamarão bem aventurada, porque acreditou. Por isso, a Igreja coloca na liturgia diária o Magnificat, no final da jornada, para que os nossos erros do dia e a nossa pequenez não nos impeçam de acreditar como Maria.

P.e Vítor Espadilha

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