“Quem luta sempre alcança; queremos a mudança”. “O custo de vida aumenta; o povo não aguenta”. “Distribuição por igual da riqueza nacional”. “É preciso que isto mude; emprego para a juventude”. “É preciso investir para o país produzir”. “Assim não pode ser nós a produzir e os patrões a despedir”. Com estas e outras palavras de ordem, desfilaram no 1.º de Maio, em Aveiro, entre a Estação da CP e o Rossio mais de cinco mil manifestantes. Segundo Joaquim Almeida, coordenador da União de Sindicados de Aveiro, terá sido a “maior manifestação nos últimos anos”, estando “ao nível das manifestações dos primeiros tempos do 25 de Abril”.
Já no Rossio, Joana Dias, dirigente da InterJovem, reclamou mais respeito pelos direitos dos jovens trabalhadores, “que estão confrontados com um ataque generalizado aos seus direitos sociais e laborais”. Joaquim Almeida, por seu turno, referiu que a crise está a ser uma oportunidade para “patrões sem escrúpulos”, que aproveitam a ocasião para despedir. O dirigente da estrutura afecta à CGTP realçou a oportunidade dos três actos eleitorais que se avizinham para fazer “a necessária ruptura” com as políticas que se seguem “há trinta anos”.
J.P.F.
