Mais tarde ou mais cedo Portugal vai finar-se

Uma pedrada por semana É uma profecia fácil de fazer. Se morrer mais gente do que a que nasce e se continuarem a nascer cada vez menos bebés, o destino do país está marcado. Sem remissão. Vai-se finando e, um dia, acaba mesmo por se finar. A menos que comece a importar gente de fora, de países até aqui fortemente criticados pelos inteligentes do reino, que lhes chamam atrasados porque não matam os filhos antes de nascerem ou, pobres ignorantes, não há meio de aprenderem a usar os meios que por aí abundam para impedir a natalidade. Portugal, país de vanguarda, terá menos de 100 mil nascimentos em 2009!

O filme já foi exibido noutros países “evoluídos” da Europa. Mas, também eles já vão acordando do pesadelo, ao verem os emigrantes estrangeiros a dizer que a terra lhes pertence, pois são eles que a trabalham, ou a começarem a interrogar-se sobre quem produzirá o indispensável a todos e aguentará as pensões de reforma, ou a saborearem o gosto amargo de que, afinal, uma vida de excessivo bem-estar, não compensa, nem de longe, o sorriso de uma criança.

Entretanto, dizem os jornais, em 2008, fizeram-se em Portugal 17 511 abortos ao abrigo da lei, porque os que se fizeram fora desse abrigo, continuam por contar, ao arrepio dos profetas que decretavam convictos – ou não? – que a decantada lei que permite matar, seria o fim dos vergonhosos clandestinos… Gostava de ver quanto custam ao país, a todos nós, os abortos que se fazem por aí em clínicas que vão enriquecendo sempre mais, e não só aí. Mas são números de que não falam os que os conhecem.

Haja quem estude a sério as causas do ritmo imparável da diminuição dos nascimentos, o aumento dos abortos às claras e às escuras, os meios para contrariar esta cultura de morte, em que apostaram e continuam a apostar, a uma só voz, os chamados partidos de esquerda, que também eles se dizem os maiores defensores do “social” e dos problemas relacionados com o dito.

Não está já o primeiro ministro a dizer que se vão legalizar depressa os casamentos que jamais darão filhos ao país? Ele prometeu e os que acreditaram e votaram, esperam que a promessa se cumpra. Aí está bem claro o valor social que se dá à vida humana!