Mais uma “etapa” no processo antigo do Metro Ligeiro de Aveiro

A instalação de um metro ligeiro em Aveiro teve, na passada sexta-feira, mais uma “etapa” no seu já longo processo, iniciado num dos mandatos autárquicos de Girão Pereira, teve uma longa paragem durante os mandatos autárquicos de Alberto Souto, e foi novamente retomado no actual mandato de Élio Maia.

Para Capão Filipe, vereador responsável pelo pelouro da Mobilidade, o processo do metro ligeiro nunca deveria ter sido interrompido, nomeadamente no que se refere à execução de estudos técnicos, porque se perdeu tempo considerável. Por isso, o tema voltou agora ao domínio público, com a realização do seminário “Metro Ligeiro de Aveiro – que repercussões na Economia, no Ambiente e na Mobilidade”, realizado na passada sexta-feira, evento que reuniu um vasto conjunto de especialistas, das mais diversas áreas, desde o ambiente aos transportes, dos decisores políticos às empresas construtoras de “metros”.

Apesar de Aveiro ainda não sentir grandes problemas de tráfego rodoviário e dos actuais transportes públicos satisfazerem as necessidades do presente, Capão Filipe considerou importante estudar alternativas para evitar que, a curto ou médio prazo, Aveiro venha a ter problemas desse género. É nesse sentido que se justifica debater a eventual instalação de um metro ligeiro na cidade, que poderá ser o clássico metro sobre carris, ou ainda hipóteses alternativas como mega autocarros articulados, autocarros movidos a biodiesel, entre outras.

O clássico metro ligeiro, sobre carris, implica um investimento caro e obras de vulto, para além de não ser viável a alteração de traçado após a sua instalação, pelo que é necessário um aprofundado estudo de viabilidade económica e de adequação de traçados. Por isso, e antes de se avançar para uma eventual instalação de um metro ligeiro, o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia quer saber se há razões técnicas para ele “ser uma realidade na política de mobilidade regional, ao serviço dos cidadãos de Aveiro”.

Se a resposta foi positiva, o autarca pondera apresentar uma candidatura aos fundos do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional (2007 / 2013) com esse objectivo, tanto mais que nesse quadro comunitário de apoio a mobilidade urbana assume uma importância estratégica, tanto através do Programa Operacional Valorização do Território como dos Planos Operacionais Regionais.

Já em 1997, um estudo então realizado justificava a instalação do metro ligeiro em Aveiro. Nessa época, o Instituto Superior Técnico e o Instituto de Transportes e Planeamento da Escola Politécnica de Lausanne elaboraram o “Estudo de viabilidade técnica e financeira da implantação de uma rede de metropolitano ligeiro de superfície / eléctrico moderno para a região de Aveiro”.