Mão amiga

Olho de Lince A catequista estava num dos últimos bancos da igreja. Nem sempre é desinteresse ou distância essa decisão. E depressa se confirmou esta ideia.

O adolescente entrou, mais sorrateiro do que discreto, poucos instantes após o início da celebração. O olhar e o coração atento da educadora – não sei se o rapaz teria sido do seu grupo – estendeu-lhe a mão, colocou-lha sobre o ombro e aconchegou-o em lugar disponível junto a si.

Foi o princípio de uma presença serena, participante, na festa do Domingo, da Eucaristia, da Comunidade. É que aquela catequista não estava ali para uma oração privada. Tem consciência de que é a Comunidade que se reúne para celebrar. E, por isso, a sua preocupação vai no sentido de que todos os que entram no templo vivam de modo inclusivo esta oportunidade de graça.

Parabéns à educadora! Parabéns ao adolescente, que acatou aquele inconfundível sinal de preocupação amorosa, o melhor dos suportes pedagógicos!

Q.S.