Dias positivos Não há dúvida que o amor pelos animais revela a nossa humanidade. E a crueza para com os animais nunca será algo de positivo. Para um cristão, gostar de animais, como da natureza em geral, é uma forma de louvar a Deus, o Criador de todas as coisas. Desde os tempos imemoriais da Bíblia que é assim, muito antes das preocupações ecológicas. Por isso, o boi e os outros animais de trabalho tinham direito ao descanso semanal, como o ser humano e como Deus (Dt 5,14: “Não farás trabalho algum ao sábado, nem tu (…), nem o teu boi, o teu jumento ou qualquer outro animal…”).
Isto é o equilíbrio. Depois vem o exagero: roupas e hotéis de luxo para cães (não são canis, são hotéis mesmo) e até programas de televisão para cães e gatos (suponho que passam em diferentes horários). Há dias, os jornais davam conta de mais um avanço no amor tresloucado pelos animais de estimação: um antidepressivo para cães, para que os animais não fiquem tristes quando o dono sai de casa, para que suportem o “stress animal” e “aprendam a lidar com a ansiedade”. Foi aprovado, há dias, pela autoridade norte-americana dos medicamentos e não deverá demorar a chegar aos outros países. Retomando a linguagem bíblica, estamos a idolatrar os animais, não estamos?
J.P.F.
