Meu olhar fixo na eternidade

Ó tu, que consolas meu coração

no tempo da dor!

Ó tu, que és o tesouro de meu espírito

na amargura da ausência!

Aquilo que a imaginação não concebe,

o que o entendimento não viu,

a partir de ti visita minha alma;

por isso me volto para ti em adoração.

Pela graça mantenho o meu colhar amoroso

fixo na eternidade.

Rûmî, poeta muçulmano