Ordenados um padre e seis diáconos permanentes. O Bispo de Aveiro pediu-lhes humildade, constância e generosidade
As ordenações de um padre e seis diáconos permanentes são “novos milagres de Deus para os tempos de hoje e para o mundo contemporâneo, à procura de esperança”, afirmou D. António Francisco na Sé de Aveiro, na tarde do dia 12 de Julho. Esta é “hora de Deus, por Ele sonhada, para Ele dirigida”, disse na homilia.
A Sé de Aveiro encheu-se completamente para testemunhar a descida do Espírito Santo pela imposição das mãos do Bispo de Aveiro – gesto que fez com que o diácono João Manuel Marques Gonçalves, de Espinhel, passasse a ser padre, e os leigos António Antunes (Vagos), Carlos Nunes (Oliveira do Bairro), Dario Martins (Santo António de Vagos), Francisco José Santos (Torreira), João Julião (Santo António de Vagos) e José Tavares do Carmo (Avanca) passassem a ser diáconos.
D. António Francisco, apontado o exemplo de S. Paulo, dos Apóstolos (enviados dois a dois) e do profeta Amós, enviado a ser voz de Deus no reino de Israel – conforme foi proclamado nas leituras do dia –, realçou que a missão continua a ser hoje, para a Igreja, uma “tarefa irrenunciável e insubstituível”. Os novos ordenados são “herdeiros” desta missão e “chamados a viver um tempo que é oportunidade e responsabilidade”. “Vós sois ordenados para um tempo novo, tempo favorável para os colaboradores de Deus (…). Sede humildes, constantes e generosos”, pediu-lhes, notando que as ordenações acontecem no início do Ano Sacerdotal, o ano que o Papa proclamou para sublinhar na Igreja o valor do sacerdócio ministerial, tendo por guia João Maria Vianney, o cura d’Ars. Nesse sentido, o Bispo de Aveiro quis sublinhar o sacerdócio ministerial dos bispos (estiveram presentes D. António Marcelino e D. António dos Santos, bispos eméritos de Aveiro e da Guarda, respectivamente), padres e diáconos. “Somos vasos frágeis a transportar a beleza de inauditos tesouros. Os limites, as ansiedades, as incompreensões do mundo não nos lançam para fora da fé, mas inserem-nos no processo salvífico de Deus e tornam-nos participantes da cruz, fonte de salvação ”, afirmou.
“É de Deus que a humanidade carece”, disse ainda o Bispo de Aveiro, pelo que “são necessários profetas”. “O sacerdote anuncia o mundo que há-de vir”. Nesta hora “há muito tempo aguardada”, a igreja passou a contar com mais um sacerdote, o primeiro a ser ordenado por D. António Francisco para a Diocese.
No final da Eucaristia, antes dos novos ordenados serem felicitados no adro da Sé, o Bispo de Aveiro agradeceu aos formadores dos três seminários (Aveiro, Leiria e Coimbra) e dos diáconos e às paróquias de origem e onde trabalharam. E pediu a todos “um incentivo generoso na pastoral das vocações”, pois acalenta a esperança de “novos momentos como estes acontecerem na Diocese”.
J.P.F.
