Militância em todas as frentes da vida

Olhos na Rua Quem tem lugar em todas as frentes da vida social são os leigos, que os padres devem procurar entender, ouvir, respeitar, animar, apoiar e formar, sem ciúmes nem juízos de somenos, porque é aos leigos que lhes compete ser cristãos no mundo e nas tarefas que lhes são próprias. Cada vez é mais evidente a necessidade de presença de leigos cristãos militantes preparados, aí onde a vida borbulha e queima.

Por vezes tenho a sensação de que se continuam a prender pessoas muito válidas aos serviços do templo, em detrimento das urgências da vida social. Certamente que quando não se tem em conta a vocação de leigo com a sua autonomia, prendem-se em vez de se empurrarem para onde há gente que precisa de um fermento novo no seu seio. Não é fácil, mas é necessária a militância apostólica em mitos casos de fronteira. Muitos clérigos ainda não venceram a tentação da corte à sua volta e de ter à mão gente disponível para executar os seus planos e tarefas.

Urge tornar próximo o Concílio que já vai longe. Ele não é devoção de alguns, mas orientação segura para todos os que desejam uma Igreja no meio do mundo e próxima das pessoas e dos seus problemas, que são cada vez mais e mais graves.