Na Imprensa

Portugal, se quiser voltar a crescer sem contar a cair na armadilha da dívida, tem de encontrar novos consensos. A começar pelo que quer de um Estado para o qual não é mais possível continuar apenas a pagar impostos atrás de impostos.

José Manuel Fernandes

Público, 09-11-2012

O n.º 2, do artigo 1.º da Lei 46/2005, estabelece que “o presidente de câmara municipal e o presidente de junta de freguesia, depois de concluídos os mandatos referidos no número anterior” – três consecutivos – “não podem assumir aquelas funções durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandado consecutivo permitido”. Assim sendo, os autarcas em final do terceiro mandato não poderão assumir essas funções, seja onde for”.

Manuel de Sampaio Pimentel

Público, 09-11-2012

A Igreja Católica, aos inscrever o Ano da Fé no cinquentenário do Vaticano II, não deve ceder ao marketing da banalidade: pelo preço de um, leve dois. Espero que a junção da memória do Concílio e dos seus recursos adormecidos, aliada às urgências do nosso tempo, desafie a temática do Ano da Fé, sem abafar as questões eclesiais, teimosamente adiadas.

Bento Domingues

Público, 11-11-2012

Nas décadas de facilidade e endividamento aprendemos que os nossos problemas se resolviam através de duas formas principais: política e economia. Os meios válidos para o sucesso social eram o poder ou o dinheiro. O resto não interessava. Ora foi precisamente aí que a crise bateu, com défice orçamental e recessão produtiva a paralisar os sistemas político-económicos. Hoje a maioria das pessoas vira-se para aqueles lados que o dirigismo e materialismo das últimas décadas descuraram ou agrediram: família e Igreja. Com Estado e economia manifestando incompetência, as pessoas aflitas regressam às redes informais.

João César das Neves

Diário de Notícias, 12-11-2012