Os tempos difíceis são tempos bons para as discussões difíceis. E uma das discussões difíceis que devíamos ter é sobre como promover o crescimento económico. De nada nos servem platitudes sobre a necessidade de termos políticas de crescimento e de emprego, temos é de saber que políticas são essas. Até para percebermos que a escolha é entre políticas alternativas, contraditórias e que refletem diferentes formas de olhar para as relações entre o Estado e a sociedade.
José Manuel Fernandes
Público, 04-01-2013
A questão das inconstitucionalidades do OE2013 é relevante, mas não toca nos quatro problemas fundamentais dos próximos anos: como relançar o crescimento económico? Como renegociar as condições da dívida pública? Como reformar de forma justa o Estado de bem-estar e prepará-lo para o baixo crescimento económico estrutural de longo prazo e o envelhecimento da população? Como relançar a natalidade?
Paulo Trigo Pereira
Público, 06-01-2013
Não venceremos a crise, não nos servirá de nada a austeridade, se não formos capazes de recuperar o consenso social e político que construímos quando chamamos a troika. Temos de estar juntos para pagar a dívida, mas também para fazer crescer o país.
Paulo Baldaia
Diário de Notícias, 06-01-2013
Jesus não nasce na cidade de Jerusalém, centro do poder político e religioso. Os pastores representam, precisamente, os que não frequentavam o culto oficial e são os primeiros a chegar ao presépio. Os Magos passam por Jerusalém, mas não ficam lá. A estrela desloca-os para a periferia, significando que se trata não de um fenómeno astronómico, mas teológico. (…) O presépio realiza, em miniatura, o que foi a revelação de Jesus na sua vida adulta: Deus anda à solta e faz a sua morada, o seu templo, onde menos se espera e faz família com quem não é da família.
Bento Domingues
Público, 06-01-2013
