Comunidade Para sair da crise, “são necessárias «pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana»”, disse, reforçando as palavras do Papa.
“A paz é um ideal, um projeto, um direito: valor e compromisso de crentes e não crentes. Estamos todos unidos neste «Grito pela Paz», feito clamor comum e voz unânime de crianças, jovens e adultos”, afirmou D. António Francisco, na solenidade de Santa Maria Mãe de Deus.
Presidindo à eucaristia na Sé de Aveiro, no dia 1 de janeiro, dia mundial da Paz, o Bispo de Aveiro afirmou que “a Humanidade não pode calar a sua voz e os que sofrem indiferença, abandono, violência, ódio, guerra ou exílio têm direito a sentir que, neste dia primeiro de um novo ano, renasce esperança e que é de todos nós a causa da paz”. Por isso, desejou que “longo de todos os dias do ano” todos saibam cumprir a bem-aventurada dos “construtores da paz”, “a começar pela paz no interior de cada um de nós, pela nossa família, pelos nossos vizinhos, pelos mais próximos, pelos locais onde estudamos, trabalhamos e convivemos e por esta pátria humana que todos nós somos”.
D. António Francisco fez eco das palavras do Papa para este dia, afirmando a “vocação natural da humanidade à paz” e apontou os “caminhos”, que “conduzem à consecução do bem comum”: o respeito pela vida humana, a estrutura natural do matrimónio, o ordenamento jurídico e a administração da justiça, o direito à liberdade religiosa, o direito ao trabalho e novas e ousadas políticas de trabalho para todos.
Em relação a este último aspeto, concretizou: “Para sair da crise financeira e económica atual, em que vivemos, que provoca um aumento das desigualdades, são necessárias «pessoas, grupos, instituições que promovam a vida, favorecendo a criatividade humana para fazer da própria crise uma ocasião de discernimento e de um novo modelo económico»”.
Em dia dedicado a Nossa Senhora, o Bispo de Aveiro referiu a importância da espiritualidade mariana: “Não estranhemos (…) que os melhores obreiros da paz sejam aqueles que sabem aprender com Maria, Mãe de Deus, a contemplar este amor primeiro de Deus pela Humanidade e a acolher o dom maior deste amor que consiste em ter-nos dado o seu próprio Filho e n’Ele nos fazer, também a nós, filhos e herdeiros. Somos, por este dom, filhos no Filho e membros desta grande e única família humana, decidida e determinada a estabelecer pontes e abrir caminhos de encontro e de diálogo entre crentes e não crentes”.
