Comunidade Então, que lhe parece: basta ter escolas famosas de economia e gestão (20)? Sim, tem razão, temos que nos impor pela «qualidade» – mas o que é que se deve entender por «qualidade»? Ora aí está: precisamos de escolas superiores a sério, onde se discuta a sério o que é que vale mesmo a pena fazer para que todas as pessoas sintam que são elas o valor principal a promover. Mas cá entre nós: que faz, neste sentido, a universidade católica? Não porá em primeiro plano os magros valores dos rankings internacionais? Não estará demasiado interessada no brilhantismo mediático de certas actividades académicas? Terá medo de contradizer grandes interesses – políticos, económicos, religiosos? Estamos de acordo: escolas católicas, superiores ou não, devem marcar pela competência e honestidade. Até porque só assim se fundamenta a confiança no nosso grito pela Paz (2) que defende o sabor da vida (3).
Disso foi exemplo Egas Moniz, que nos fica muito mal esquecer. E não é bom ver a Universidade de Aveiro ganhar trunfos na defesa da nossa segurança? (7). Ou a comunidade de Taizé promovendo a nossa riqueza interior? (9). Ou o testemunho cativante de quem viveu a vida ao colo de Deus? (11).
E leu a questão do capitalismo (4)? Tem razão: desregrado ou não, ficamos facilmente por meias ideias. Onde iremos buscar a outra meia? É isso, faltam artigos pequenos e esclarecedores sobre o assunto… que fomentem diálogos sem rupturas (18) mas também sem medo de avaliar (17) tanto o que parece bom como o que parece mau!
M.A.V., o Carteiro (que não distribui
o acordo ortográfico).
