Na Imprensa

Qualquer dia vamos ficar à espera que Ronaldo cabeceie a bola depois de ter marcado o canto…

António Oliveira

Record, 16-06-2010

José Saramago esteve muitas vezes do lado errado da História, perfilhou ideologias e sistemas políticos pouco condizentes com a humanidade da sua obra, apoiou ditadores, nem sempre agiu a favor da liberdade, envolveu-se em polémicas gratuitas e cultivou de si a imagem de alguém que subalternizou a tolerância. Mas até os que, na política ou na religião, o combateram lhe devem o reconhecimento de que a sua obra se encaixa no lado mais genial da criação literária em português.

Editorial

Público, 20-06-2009

A morte de José Saramago iniciou uma competição de louvores e levou uma extraordinária quantidade de sujeitos, notáveis e anónimos, a elogiar um homem que, evidentemente a título elogioso, todos acham “polémico”. (…) Os seus romances confundem-se frequentemente com sebentas de apoio às controvérsias públicas que o autor buscava e, na maioria dos casos, obtinha.

Alberto Gonçalves

Diário de Notícias, 20-06-2010

As crises, é bom lembrá-lo, não são só oportunidades para andar mais depressa pelo caminho que se está a percorrer – são também oportunidade para mudar de trajectória.

José Manuel Fernandes

Público, 19-06-2009

Finda a Europa dos fundos, vem aí a União dos sacrifícios – pode ter todos os méritos económicos, mas também tem um sério problema de legitimidade.

Miguel Pacheco

i, 16-06-2010

A Europa não consegue ser a soma das suas partes.

Fernando Sobral

Jornal de Negócios, 18-06-2010