Os ciganos são como os anarquistas ou os hippies ou os ateus. Não podem ser expulsos. Sendo nómadas, e apátridas, não podem ser fixados ou repatriados. São uma nação fluida, de muitas famílias.
São a nossa salvação e tê-los entre nós lembra-nos que somos livres, caso tivermos a coragem de pensar nisso.
Miguel Esteves Cardoso
Público, 12-09-2010
As celebrações religiosas sem emoção são uma seca, mas uma religião dominada, apenas, por fluxos emocionais cai na cegueira fundamentalista. A fórmula “fé e razão” – fé viva e razão inteligente – é uma proposta saudável de mútuo estímulo e de vigilância recíproca.
Bento Domingues
Público, 12-09-2010
Em Portugal, a democracia não merece maiúscula. (…) Em Portugal, a democracia é o avesso de si própria, o seu contrário.
Mário Contumélias
Jornal de Notícias, 10-09-2010
O país precisa urgentemente da entrada em vigor do princípio «mãos à obra».
Paquete de Oliveira
Jornal de Notícias, 09-09-2010
Um outro exemplo dessa linguagem ridiculamente eufemística é chamar aos ciganos “as gentes da viagem” (“les gens du voyage”) ou aos franceses da imigração “les français de la diversité”, o que no fim de contas apenas revela mais preconceito. No final do século XIX, princípios do século XX, para evitar o termo “judeus”, considerado pejorativo, passou-se a chamar “israelitas” aos judeus, o que acabou sendo adoptado pelas próprias comunidades. Que esta “delicadeza” de nada serviu, todos sabemos. Como a história o demonstra, camuflar o preconceito não acaba com ele.
Esther Mucznik
Público, 09-09-2010
