A censura é, em Portugal, o que mais parecido existe com o amigo preto dos racistas brancos: ninguém é a favor da censura, não há ninguém que não diga que “a censura é uma coisa inaceitável” e que declare a sua profunda admiração pelo jornalismo de investigação, mas, feita esta declaração inicial, tal como os racistas ressalvam que até têm um amigo que é preto, aqueles que se dizem contra a censura desatam na legitimação daquilo que supostamente condenam: suspensão de um programa, desaparecimento de um livro do mercado ou tentativa de controlo de um jornal. Tudo claro, sempre em nome do bom gosto, da decência e da verdade.
Helena Matos
Público, 10-09-2009
É verdade que a liberdade de imprensa tem um valor inestimável, mas também é verdade que (…) o poder político não lida bem com isso.
António Filipe
24 horas, 09-09-2009
Já repararam na ausência de intelectuais portugueses? Nenhum deles quer arriscar. Nunca se sabe quem vai ganhar as eleições. O silêncio, em certas alturas, comporta a espessura de uma sórdida cobardia.
Baptista-Bastos
Jornal de Negócios, 11-09-2009
Os eleitores escolhem com a cabeça (racionalidade e imaginação), o coração (emoções e relações humanas) e o estômago (conforto material, emprego e dinheiro).
Eduardo Cintra Torres
Público, 12-09-2009
Vamos ter (…), se as sondagens não erram, uma certa agitação política (…). Mas será (…) em si própria má? (…) O cidadão comum, com a incerteza, talvez se comece a interessar pela vida pública.
Vasco Pulido Valendo
Público, 13-09-2009
